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Copa do Mundo de Rugby XV: Yaras contam com 'tatuadora' que registrou Olimpíadas em colega de seleção

A seleção brasileira de rugby feminino está concentrada na Inglaterra para disputar a segunda partida da Copa do Mundo de Rugby XV. Após a derrota na estreia para a África do Sul, as Yaras enfrentam a França neste domingo (31), às 12h45 (de Brasília), com transmissão ao vivo no Disney+.

A primeira participação do Brasil na competição que reúne a elite do esporte é a coroação de um processo longo e que reúne grandes histórias no grupo que disputa o torneio mais importante da modalidade.

Uma delas envolve Samara Vergara. A pilar, que defende o Pasteur (SP), é carinhosamente chamada por “Samy” e leva um pouco de arte para o rugby.

“A minha primeira profissão é com artes, eu sou animadora 3D. Trabalho fazendo desenhos para jogos, filmes e várias aplicações. Além disso, eu também sou tatuadora. Então, a gente tenta levar a arte para os esportes”, contou em entrevista exclusiva para a ESPN.

Essa outra paixão de Samy surgiu após ela entrar no rugby, mas rapidamente ganhou um lugar no coração da atleta, que já gravou na pele uma de suas companheiras de seleção.

“Eu comecei a tatuar em 2023, é bem recente, na verdade, mas eu já sou das artes. Eu já tatuei a Raquel (Kochhann), as tatuagens olímpicas dela".

Raquel foi porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris, no ano passado, e é uma das integrantes das Yaras que atuam nas duas modalidades: a Sevens (olímpica) e a XV, da Copa do Mundo e mais tradicional.

“Ficou muito massa, já tinha um tempo que eu queria registrar as Olimpíadas que eu participei. A Samy faz um excelente trabalho, ela ficou falando para a gente fazer e esperou a oportunidade, e fizemos. Ficou muito bom, a gente traz essa parceria de dentro para fora do campo para eternizar esses momentos”, explicou também em exclusiva à ESPN.

“Eu gosto de registrar na minha pele porque a gente não sabe o que vai acontecer na nossa cabeça no futuro. Eu tenho Hong Kong 2019 aqui no meu cotovelo, eu tenho as Olimpíadas com um símbolo de porta-bandeira, é a minha forma de eternizar esses momentos, para que, se acontecer alguma coisa, eu olhe e lembre que consegui realizar esses grandes feitos".

Se as competições e grandes momentos estão eternizados na pele de Raquel, a catarinense e Samy já têm uma ideia de qual será a próxima obra de arte das Yaras. A tatuadora e jogadora deu um breve aperitivo do que já tem em mente.

“Deve ter algo do logo (da Copa do Mundo) e também da nossa trajetória, dentro da nossa travessia e de todo esse processo de preparação para a Copa. Vamos pensar todas juntas, mas vai vir uma arte legal para gravar na pele. Provavelmente algumas pessoas vão ter a mesma tatuagem".

E quem sabe essa participação (e tatuagem) na Copa do Mundo não seja a primeira de muitas desse grupo unido das Yaras, dentro e fora do campo.

“Aqui tem algumas pessoas que não têm tatuagem, quem sabe elas não se animam a fazer a primeira tatuagem da Copa do Mundo”, finalizou Samy.