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Rugby: O quinteto mágico das Copas do Mundo

Na história dos oito mundiais de Rugby, apenas cinco seleções conseguiram chegar à grande final: Nova Zelândia em quatro oportunidades (três títulos), Austrália em outras quatro (dois títulos), Inglaterra em três (um título), África do Sul em duas (dois títulos) e França em três (nenhum título). São as famosas Blue Chips, as mais competitivas, ou, como gosto de chamar, o Quinteto Mágico.

A consistência destas equipes é o mais importante. Significa que essas seleções ao longo da história provaram o quanto cada país se dedica ao rugby, o que gera intermináveis safras de grande jogadores, treinadores e dirigentes. São as grandes potências deste esporte de todos os tempos.

No mundo do esporte - e do rugby também – as análises são feitas pelo “ser”, e não pelo “estar”. O que esses países conseguiram foi reverter esse quadro: podem eventualmente não estar bem, mas são sempre candidatos a conquistas. Portanto, em qualquer tipo de previsão temos que incluir o Quinteto Mágico - pelo histórico, peso das conquistas e, acima de tudo, respeito.

Então chegamos ao Japão 2019. Será que o Quinteto Mágico prosseguirá nessa saga de conquistas? Será que outras seleções encurtarão essa diferença e tentarão juntar-se a essa elite de finalistas?

Acredito que sim, e aí reside toda a expectativa deste mundial. Se falamos no Quinteto Mágico, podemos também citar o Trio de Ferro, as três notáveis seleções que chegaram a semifinais: Argentina (duas vezes), País de Gales (duas vezes) e Escócia (uma vez). A cada mundial estes países batem na porta estreita da final - nos últimos três mundiais tivemos a visita de pelo menos um membro do Trio de Ferro.

Podemos ainda agregar a Irlanda a este seleto grupo de seleções fora de série. Nunca chegou circunstancialmente a uma das etapas de semi ou final, mas alguém nega que pode ser campeã neste ano?

O tempero fica ainda mais exótico quando falamos do Japão, Fiji e Itália. Impossível? Não. Improvável? Sim... ou será que nem tanto? Fiji e Japão recentemente bateram a França e a Itália venceu a África do Sul. Nunca duvido da força dessas seleções. É verdade que não têm o mesmo nível e tradição, mas como esquecer de 2015, quando o Japão superou a África do Sul? E para não dizer que estou exagerando, não vou me aprofundar sobre o status de Geórgia e Samoa.

O mundo do rugby está mudando para melhor. Hoje, conseguimos enxergar, sem forçar a barra, oito concorrentes ao título mundial.

Acredito que teremos surpresas nesta Copa do Mundo do Japão, até mesmo com uma final inédita, mesmo que seja formada pelo Quinteto Mágico. A competição será disputada em território neutro, com grande equilíbrio de forças, muita tecnologia na preparação, calendários respeitados, ou seja, nada mais é novidade em termos de rugby, está ficando cada dia mais difícil ganhar uma Copa do Mundo de Rugby. E que pese a hegemonia justa e merecida dos All Blacks nas duas últimas Copas, parece que uma nova ordem mundial no rugby está por vir. E a ESPN estará presente registrando tudo, contando mais um capítulo dessa linda história.

Amistosos preparatórios para a Copa do Mundo:

Sábado (17 de agosto)

10h - País de Gales x Inglaterra (ESPN2 e WatchESPN)

12h – África do Sul x Argentina (ESPN2 e WatchESPN)