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No Bola da Vez, Rebeca Andrade revela as conversas que teve sozinha durante finais para fazer história nas Olimpíadas

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'Meu coração começou a acelerar': Rebeca conta no Bola da Vez bastidores de como manteve calma para ser ouro nas Olimpíadas (1:32)

Rebeca Andrade, ouro e prata nas Olimpíadas de Tóquio, é a convidada do Bola da Vez nesta semana | CLIQUE AQUI e assista ao Bola da Vez no Star+ (1:32)

Dona de duas medalhas nas Olimpíadas de Tóquio-2020, um ouro e uma prata, a ginasta Rebeca Andrade é a convidada do Bola da Vez nesta semana. O programa vai ao ar neste sábado, às 20h (Brasília), pela ESPN no Star+.

Durante a entrevista, a brasileira de 22 anos relembrou as conquistas em Tóquio e revelou os bastidores das medalhas, especialmente do ouro, conquistado na prova do salto.

“Pra vocês terem noção, eu não tremia. Na verdade teve um momento, na final de salto onde eu senti que meu coração começou a acelerar, mas tipo, de forma aleatória, eu estava pensando em nada, estava viajando. E aí, eu falei assim: ‘Reb, por que você está ficando nervosa? Não precisa disso. Você já fez esse salto um milhões de vezes’. Eu respirei, aí inspirei em três segundos e parou, e aí eu segui a vida. Tipo, e foi isso, sabe? Depois, eu não me sentia nervosa, eu não me sentia pressionada, eu não me sentia ansiosa. Tipo, normalmente, trave é o aparelho que eu menos gosto de fazer, por que é o que eu tenho mais insegurança, por que é o que eu acho mais difícil. E na final do individual geral eu fui a última na trave. Então, se eu estivesse em outro momento da minha vida, talvez eu não tivesse reagido da mesma forma, né. Mas eu estava tão preparada, gente, tão preparada que aquilo não me afetou", disse Rebeca.

"Eu não assistia muito as meninas, eu fiquei sentada assim bem no meio, né. Eu olhava pra cima assim, aí eu via algum movimento, aí eu olhava pra baixo, ai sei lá no que eu pensava. Eu nem lembro no que eu pensava, estou sendo muito sincera com vocês. Eu nem lembro o que eu pensava, mas ao mesmo tempo, eu estava muito concentrada lá na competição. Mas não sei. Não sei o que aconteceu. E aí na minha vez eu estava, tipo, eu dei a minha respirada, falei ‘Reb, vamos lá, Deus me proteja’. Em todos os aparelhos eu pedia proteção de Deus, óbvio. E eu ia lá e fazia, sabe. Parecia que era uma coisa muito natural. Posso dizer que nem era eu lá dentro, não sei”, completou.