Dias após criticar o governo de seu país durante as Olimpíadas, a corredora de Belarus Krystsina Tsimanouskaya, de 24 anos, foi retirada do seu quarto na vila olímpica e levada diretamente para o aeroporto de Tóquio. A informação foi publicada por jornais tradicionais da Europa, como o The Telegraph e o The Sun, ambos da Inglaterra.
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A atleta foi conduzida até o aeroporto por membros da delegação do país do leste europeu - antiga Bielorrússia -, que desde 1994 é comandado pelo ditador Aleksandr Lukashenko. Ainda segundo informações, Tsimanouskaya teme sofrer um sequestro assim que deixar o Japão.
A corredora ainda estaria tentando pedir asilo em meio ao episódio, já que procurou a polícia no aeroporto dizendo que não gostaria de voltar a Belarus de maneira forçada. Jornalista da Rádio Free Europe, Matthew Luxmoore publicou um vídeo no Twitter em que a corredora faz um apelo ao Comitê Olímpico Internacional (COI), órgão responsável por organizar os Jogos Olímpicos.
"Estou pedindo ajuda ao Comitê Olímpico Internacional, eles [membros da delegação de Belarus] estão tentando me tirar do país sem meu consentimento", disse Tsimanouskaya.
Até o momento, a corredora ainda segue escalada para disputar a prova dos 200m no atletismo, que acontece nesta segunda-feira (2), no Estádio Olímpico de Tóquio.
Por último, a organização dos Jogos de Tóquio também se pronunciou publicamente e, em nota oficial, afirmou estar apurando os fatos.
"O COI e a organização de Tóquio-2020 conversou com Krystsina Tsymanouskaya diretamente. Ela está com as autoridades no aeroporto de Haneda e acompanhada de um membro do estafe de Tóquio 2020. Ela nos disse que se sente segura. O COI e a organização de Tóquio-2020 continuará suas conversas com Krystsina Tsymanouskaya e as autoridades para determinar os próximos passos nos dias a seguir."
