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Promessa brasileira sai na frente, mas toma a virada e fica na torcida pelo bronze no taekwondo nas Olimpíadas

Maria Clara Pacheco em ação contra Luo Zongshi, que venceu a brasileira no taekwondo DAVID GRAY/AFP via Getty Images

Não deu para Maria Clara Pacheco... Nas quartas de final da categoria até 57kg, a brasileira perdeu para Zongshi Luo por 2 rounds a 1 de virada e não briga mais pelo ouro do taekwondo nas Olimpíadas.

Revelação na modalidade, Maria Clara ainda sonha com o bronze. Ela precisa torcer para a chinesa chegar na final para conseguir uma vaga na repescagem pelo 3º lugar.

O primeiro round foi de vitória da brasileira. Graças a uma punição da chinesa, Maria Clara ficou com 1 a 0 a seu favor e se defendeu bem para sair na frente no combate.

Luo ainda chegou a pedir a revisão de um chute na cabeça, que foi rejeitado pela arbitragem de vídeo.

No segundo round, um chute no tronco e uma punição da brasileira deixaram a chinesa na frente. Zongshi Luo ainda teve duas punições, mas ficou com a vitória por 3 a 2.

O último do combate foi mais duro. Com dois chutes na cabeça, a cabeça de chave número 1 do torneio ficou com a vitória de virada.

Após o combate, a lutadora admitiu a dificuldade da luta, mas lamentou o fato de ter ficado perto da vitória, em entrevista à TV Globo.

"Foi uma luta muito difícil, a gente esperava que fosse ser mesmo. Ela (Luo Zongshi) é top do ranking olímpico, do ranking mundial, campeã mundial em 2022, campeã de todas as etapas de Grand Prix também, então realmente ela era a adversária mais forte. Claro que eu estou muito chateada de perder para ela, principalmente vendo que tinha capacidade de ganhar, com uma luta de começo bem acirrado, difícil e que dava para ter ganhado", disse.

"Mas nosso ânimo não diminuiu nenhum pouco. Embora eu esteja chateada com essa luta, eu continuo visando muito o pódio. Então a gente espera que ela vá para a final e eu possa ir atrás de uma repescagem para brigar pela medalha de bronze", completou.

Aos 22 anos, Maria Clara é uma das promessas na modalidade do Brasil. Lutando profissionalmente há pouco mais de um ano, ela já foi medalhista de prata no Pan de Santiago e de bronze no Mundial de Baku, ambos em 2023.

Nas oitavas de final, a lutadora havia derrotado a australiana Stacey Hymer por 2 rounds a 0.