'Homem mais rápido do mundo' surpreende, diz que não sabia que tinha vencido prova dos 100m e revela sonho inusitado: 'Quero meus próprios tênis'

Noah Lyles, dos EUA, e Kishane Thompson, da Jamaica, durante a prova dos 100m rasos do atletismo nas Olimpíadas de Paris Mehmet Murat Onel/Getty Images

Neste domingo (4), o norte-americano Noah Lyles conquistou a medalha de ouro na prova dos 100m do atletismo e se confirmou como o homem mais rápido do mundo na atualidade. O velocista, porém, pensou que não havia vencido a prova.

Em coletiva logo após ser coroado com o lugar mais alto do pódio, Lyles afirmou que depois de cruzar a linha de chegada pensou que, na verdade, o jamaicano Kishane Thompson, que ficou com a prata, tivesse sido o campeão.

"Sim, depois da corrida, nós estávamos esperando os nomes aparecerem (no telão), e eu vou ser honesto, eu fui até ele (Thompson) e disse: 'Eu acho que você ganhou'. Eu juro. Ele estava lá na raia 7, e eu não conseguia realmente ver o que estava rolando lá. Então eu só tive que continuar correndo como seu eu fosse vencer a prova. Algo me disse que eu tinha que me esticar (no sentido da linha de chegada), então eu disse, vou inclinar, porque foi esse tipo de corrida", disse.

E a diferença entre os dois velocistas de fato foi muito pequena: apenas cinco milésimos. Enquanto o norte-americano venceu com tempo de 9s784, o jamaicano terminou com 9s789.

Sobre os próximos passos após o ouro olímpico, Lyles revelou um sonho inusitado: ter o seu próprio par de tênis. E lembrou que nem mesmo o compatriota Michael Johnson, quatro vezes campeão olímpico, teve essa oportunidade.

"Eu quero meus próprios tênis. Estou falando muito sério, eu quero um tênis. Tênis dão dinheiro. E até o Michael Johnson não teve um tênis. Eu sinto que, considerando quantas medalhas a gente traz de volta (para os EUA), a notoriedade que conseguimos, o fato que isso não aconteceu é insano para mim. Eu fiquei tipo: isso precisa acontecer. Para ser honesto, eu quero ver uma continuação da habilidade de tirar vantagem de momentos para o nosso esporte", disse.

Durante a coletiva, o velocista norte-americano ainda falou sobre aproveitar estes momentos de notoriedade para tornar o atletismo um esporte mais acessível ao público no geral, sem a necessidade de que as pessoas recorram à pirataria ou outros meios para acompanharem a modalidade.