Por que brasileiro e outros surfistas usaram capacete na primeira bateria das Olimpíadas de Paris

play
Filipe Toledo revela porque onda de praia das Olimpíadas é perigosa e relembra acidente: 'Intimidadora' (2:21)

No primeiro dia de provas do surfe nas Olimpíadas, chamou atenção o fato de alguns surfistas, entre eles o brasileiro João Chianca, irem ao mar com capacetes.

O uso do material, que não é tão costumeiro nas etapas da WSL, tem uma explicação.

Como as águas do Taiti são cheias de corais, o capacete serve para proteger os surfistas que não estão acostumados a disputar provas no local.

É o caso, por exemplo, do peruano Alonso Correa, que foi o líder da bateria com o brasileiro Filipe Toledo, o Filipinho, que foi para a repescagem. Correa, por sua vez, foi direto para as oitavas.

O caso de Chianca, no entanto, é diferente. "Chumbinho", como é conhecido, está competindo nas Olimpíadas de Paris com capacete por recomendação médica.

Aconece que ele sofreu uma grave queda em Pipeline, no Havaí, em dezembro de 2023. Desde então, vem tendo que proteger a cabeça nas provas de surfe.

Os perigos do mar já eram alertados pelos competidores antes mesmo da estreia.

Em entrevista à ESPN, Filipinho lembrou que já se acidentou no Taiti, durante uma bateria em 2018, enquanto Tatiana Weston-Webb falou dos perigos de surfar na região.

"Peguei uma onda grande, cai e não aconteceu nada. Mas perdi minha prancha e o jet ski teve que me resgatar. Depois voltei para o fundo e pensei: 'Agora estou preparado'. Peguei mais três ondas e tudo certo. Depois peguei uma menor e cai", falou o brasileiro.

"Quando vem o swell fica bem perigoso. Isso porque a bancada é coral e super rasa. Já surfei muitas vezes lá e também já mergulhei, o que dá mais medo ainda. Você vê o tamanho dos corais e o quanto são pontudos. Dá para machucar fácil. Fico com muito medo de surfar lá e sei que as outras atletas também", completou Webb.