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NFL: Promessa do Draft se inspirou na figura paterna do próprio irmão para manter sonho de jogar vivo

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Os irmãos Trevon e Stefon Diggs competiam em tudo quando crianças. Um dos jogos favoritos de Trevon era “knee football”. Eles iam no porão, ajoelhavam-se e tentavam derrubar um ao outro. Mas Stefon era mais do que um companheiro de brincadeira para Trevon.

Stefon, um recebedor de alto nível para o Buffalo Bills, tornou-se uma figura paterna para Trevon, um prospecto de cornerback da NFL, quando Trevon tinha apenas 10 anos de idade.

O pai deles, Aron Diggs, morreu em janeiro de 2008 aos 39 anos por causa de insuficiência cardíaca congestiva. Aron deu a Stefon, então com 14 anos, uma missão: cuide de sua mãe, Stephanie; sua irmã, Porche Green; e seus irmãos Trevon e Mar'Sean (também conhecido como Darez). Stefon é o mais velho dos irmãos Diggs.

"[Stefon] é como meu pai, honestamente", disse Trevon. "Ele estava lá para mim quando meu pai faleceu, então ele sempre cuidou de mim. Eu sempre pergunto tudo, não importa o quê. Duas horas da manhã, eu estou fazendo perguntas. Liguei para ele ontem à noite, todos os dias, sobre esse processo e como ele conseguiu.

"Ele apenas nos colocou sob sua guarda, sabendo que não tínhamos uma figura paterna", disse Mar'Sean ao TwinCities.com em 2019. "Ele assumiu esse papel, basicamente. Nos guiando, nos sustentando, estando lá quando precisávamos dele. Tudo. Ser irmão e pai. Isso é difícil. Isso é pedir muito para alguém tão jovem. "

Graças em parte à orientação de Stefon, Trevon, que venceu um campeonato nacional pela faculdade de Alabama, está prestes a se tornar o próximo Diggs a fazer parte da NFL.

Futebol americano é o negócio da família

Stefon e Trevon se encontrarão em novos ambientes este ano. Stefon estará se preparando para uma nova equipe - os Bills - depois de ser negociado nesta offseason. Trevon, que passou quatro temporadas jogando pelo treinador Nick Saban, poderia ser o escolhido na primeira rodada ainda este mês. Ele foi projetado para ser selecionado pelo Minnesota Vikings ao 25º lugar no último mock draft do analista da ESPN, Todd McShay.

Essa é a mesma equipe que convocou Stefon na quinta rodada do draft de 2015. Trevon assistiu o primeiro jogo da NFL de Stefon, quando ele pegou seis passes para 87 jardas.

"É diferente quando o assisto porque sei o que ele pode fazer", disse Trevon. "Outras pessoas o observam e agem como se estivessem surpresos. Eu o vi fazer tudo. Jogar de running back, cornernacb, recebedor. Conheço seu nível de talento e que ninguém na NFL pode marcá-lo."

Mar'Sean também jogava futebol. Ele era um safety na UAB que fez um teste com os Vikings em 2019.

Foi o pai deles que iniciou os meninos no "negócio da família". Aron foi seu primeiro treinador e os levava para treinar todos os dias antes de morrer.

Stefon e Trevon sempre foram próximos quando crianças, mas perder o pai os aproximou ainda mais. Stefon costumava caminhar com Trevon na escola e estava lá para defender seu irmãozinho quando necessário.

Trevon acrescentou: "As pessoas não queriam mexer comigo porque eu diria que ligaria para meu irmão".

Stefon era um jogador de destaque como calouro na Our Lady of Good Counsel High School em Olney, Maryland. Ele foi classificado como o 13° melhor jogador do país na classe de 2012 pela ESPN.

"Stefon poderia ter feito qualquer faculdade do país, mas optou por ficar perto de casa", disse Stephanie. "Sentei com Stefon no colegial e disse a ele que tinha que tomar boas decisões e dar um bom exemplo, porque seu irmão admira você."

Embora tenha recebido ofertas de programas maiores, Stefon foi para Maryland para poder estar perto de sua família.

Escolhendo o seu caminho

Enquanto Stefon jogava em Maryland, Trevon conquistou sua própria carreira no ensino médio como um grande recebedor e DB na Avalon School em Wheaton, Maryland.

Trevon sentiu como se todos estivessem mirando porque ele era o irmão mais novo de Stefon e a percepção era de que ele não era bom o suficiente. Trevon disse que não se importava com o que os outros pensavam porque ele "conseguiria o que quer que fosse". Houve uma pressão sobre Trevon - que recebeu ofertas de muitos dos maiores programas de futebol americano universitário, incluindo Clemson e Alabama - para ir para Maryland como seu irmão.

Como em tudo, Trevon procurou o conselho de seu irmão mais velho. O conselho de Stefon era simples: "Faça o melhor para sua vida".

Trevon tinha Stefon ao seu lado quando ele anunciou no dia nacional da contratação que Alabama seria sua escolha. Trevon não queria ir para Maryland porque sabia que tudo o que fazia seria comparado a Stefon.

"Ele foi para Maryland e fez história, disse Trevon. "Por que eu iria a algum lugar onde o padrão já está definido? .... Eu sempre estaria em comparação com tudo o que ele fez. Eu estava jogando como recebedor na época, mas não queria viver na sua sombra. “

Ir para Alabama era uma maneira de estabelecer um nome para si mesmo.

"Foi a melhor escola para mim", disse Trevon. "Havia tantos jogadores por lá. Eu queria estar no melhor programa e ganhar títulos".

Uma grande mudança dá certo

Trevon jogou de recebedor em sua primeira temporada em Alabama, com 11 recepções para 88 jardas e um touchdown. Mas ele mudou para cornerback como um estudante do segundo ano por sugestão de Saban. A chave para Trevon era confiar no plano de Saban. Trevon procurava Stefon em busca de conselhos o tempo todo na faculdade.

"O irmão dele tem um grande papel. Se há alguém com quem ele vai consultar, é o irmão dele", disse Terrell Lewis, colega de Alabama. "Você pode dizer que ele recebe bem todas as ideias e conselhos de seu irmão mais velho. É uma bênção ter alguém do seu lado assim."

Trevon ligou para Stefon e contou sobre a mudança.

"Ele olha para tudo como 'Tudo bem. Vamos ao trabalho.' Adversidade ou qualquer coisa assim, ele me diz para ir para cima disso", disse Trevon.

Ter que competir nos treinos contra as prováveis escolhas da primeira rodada de 2020, Henry Ruggs III e Jerry Jeudy ajudaram a preparar Trevon para o que está por vir. Ele usou sua experiência como recebedor para ajudá-lo a encontrar padrões de cobertura. Estar familiarizado com rotas e conceitos ofensivos o ajudou a se tornar um defensor melhor. Conseguir competir com Stefon quando eles treinaram no verão foi um bônus. Os dois irmãos conversaram sobre tudo antes dos jogos. Trevon terminou seu último ano em Alabama com três interceptações e oito passes defendidos.

Os dois irmãos servem como os maiores críticos um do outro. Trevon disse que sempre achava uma maneira de assistir aos jogos de Stefon. Ele se referiu a uma sequência quando Stefon teve alguns fumbles e como falou com ele sobre tomar conta da bola. Stefon também falou com Trevon sobre tackles em um ponto. Saber o que o outro suportou para desenvolver seus jogos tornou mais fácil e valioso.

"Toda vez que estou com Trevon, ele está constantemente ligando para Stefon para fazer perguntas sobre tudo e qualquer coisa", disse o empresário de Trevon, Maxx Lepselter. "É sempre bom ver irmãos cuidando um do outro, ainda mais irmãos que estão no mesmo ramo e passaram pelo que esses dois passaram."

Trevon acreditava que poderia chegar à NFL quando viu Stefon fazer isso. Foi a sua motivação. Ele sempre esteve um passo atrás de Stefon. Quando Stefon deixou o ensino médio, Trevon estava entrando. O mesmo aconteceu na faculdade e agora a NFL.

Segundo Trevon, Stefon "espera se alinhar contra" seu irmão no nível mais alto do esporte. Trevon também aguarda ansiosamente a partida, mas em sua mente o resultado é predeterminado.

"O irmãozinho sempre vence!"