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Playoffs da NFL: o guia das Finais de Conferência

Restam quatro equipes e três jogos para determinar o campeão do Super Bowl da temporada 2019-20 da NFL.

Um fim de semana daqueles colocou a Final da Conferência Americana no Arrowhead Stadium, onde o Kansas City Chiefs recebe o Tennessee Titans, às 17h (Brasília), na ESPN e WatchESPN. Tennessee conseguiu derrotar o favoritíssimo Baltimore Ravens fora de casa, enquanto Kansas City voltou de um déficit de 24 pontos para eliminar o Houston Texans.

A Final da Conferência Nacional será disputada no Levi's Stadium, onde o San Francisco 49ers receberá o Green Bay Packers, às 20h40, também na ESPN e WatchESPN. San Francisco controlou Minnesota do começo ao fim, enquanto Green Bay teve mais dificuldade, mas eliminou Seattle para chegar até aqui.

Bom, aqui está o nosso primeiro olhar apronfundado às finais de conferência.


(2) Kansas City Chiefs x (6) Tennessee Titans

Domingo, 19 de janeiro, às 17h00, ESPN e WatchESPN

Projeção do Power Index da ESPN: KC, 75,1% (por uma margem de 8,9 pontos)

O que esperar: muitos lembretes de que os Titans venceram o encontro da temporada regular da equipe na semana 10, por 35-32, na volta de Patrick Mahomes como QB titular após lesão no joelho. Kansas City exibiu seu poder ofensivo habitual, acumulando 530 jardas no total e 28 first downs. Mas seis de suas posses terminaram em tentativas de field goal, e as duas finais - um snap ruim com 29 segundos restantes e um bloqueio na jogada final - não foram boas e, finalmente, fizeram a diferença no jogo. Você também deve se lembrar que os Titans eliminaram os Chiefs no wild card de 2017.

Como os Titans vencem: encontrando uma maneira de perturbar o Mahomes. Os Texans não tiveram resposta no domingo; o início lento do Chiefs deveu-se principalmente aos drops em terceiras descidas. Neste ponto, dar a Mahomes um pocket tranquilo é a receita perfeita para a derrota. Ele encontrará buracos nos esquemas de zona e agora está saudável o suficiente para sair do pocket se nenhum receptor estiver aberto contra a cobertura de homem para homem.

Os Titans não eram um grande time de blitz durante a temporada regular, terminando com a quinta menor taxa de blitz da NFL (19,2%). Mas o blitzing geralmente não é uma boa resposta para Mahomes. Em 2019, ele teve o terceiro melhor QBR da NFL quando os adversários vieram para cima dele com cinco ou mais jogadores (90,5). Em vez disso, a melhor resposta seria misturar e combinar de uma maneira que mantenha os Chiefs desequilibrados e coloque Mahomes em situações de conversão longas.

Como os Chiefs vencem: Da mesma forma, pressionando o quarterback dos Titans, Ryan Tannehill. Apesar de seu merecido crédito em revirar os Titans nesta temporada, Tannehill estava desproporcionalmente vulnerável quando a defesa vinha para cima. Seu QBR de 3,5 quando pressionado foi o quarto mais baixo da NFL. Ele sofreu 31 sacks s em 89 dropbacks quando pressionado. A aposta seria a de que Derrick Henry não conseguirá carregar o piano se os Chiefs conseguirem evitar que Tannehill faça grandes jogadas.

Fator X: Travis Kelce, tight end dos Chiefs. Um jogo dominante na rodada divisional contra os Texans - 10 recepções, 134 jardas e três touchdowns - teve um preço. Kelce sofreu uma lesão no tendão no segundo quarto. Ele voltou a jogar partes do segundo tempo, mas esses tipos de lesões podem se agravar e piorar nas horas e dias seguintes. A disponibilidade e a eficácia de Kelce significam muito para Mahomes em situações críticas, especialmente na red zone.


(1) San Francisco 49ers x (2) Green Bay Packers

Domingo, 19 de janeiro, às 20h30, ESPN e WatchESPN

Projeção do Power Index da ESPN: SF, 71,9% (por uma margem de 7,6 pontos)

O que esperar: os Niners demoliram os Packers na semana 12 da temporada regular. Eles foram para o intervalo com 23-0 no placar e seguiram para vencer a partida por 37-8. Aaron Rodgers sofreu cinco sacks e passou para apenas 104 jardas aéreas -- em 20 passes completos. Eles podem repetir essa atuação?

Como os Packers vencem: para vencer o melhor time da conferência fora de casa, eles vão precisar de atuações lendárias de seu quarterback ou de seu running back, ou até mesmo dos dois. Foi isso que levou os Packers ao Super Bowl em 2010, show de Aaron Rodgers e James Starks.

Rodgers parecia afiado e controlou a maior parte da vitória de domingo sobre o Seahawks, um passo na direção certa após uma temporada regular menos espetacular do que estamos acostumados a ver dele. Mas Rodgers enfrentará uma defesa mais disruptiva contra os 49ers, e os Packers precisarão de Aaron Jones para manter San Francisco desequilibrado, para que Rodgers possa fazer a sua mágica. Não se esqueça: os 49ers permitiram 124,2 jardas por jogo na temporada regular, oitava melhor marca da NFL.

Como os 49ers vencem: jogando do seu jeito. Nem mesmo um Rodgers rejuvenescido pode suportar uma equipe que domina as linhas de frente. A linha defensiva dos 49ers foi a grande responsável pelo desmantelamento dos Vikings, sacando o quarterback Kirk Cousins seis vezes e ajudando a limitar Minnesota a sete primeiras descidas. Se os Niners puderem preencher o pocket com a mesma frequência contra os Packers, eles tornarão muito difícil para Rodgers, Jones ou qualquer outra pessoa ser capaz de executar o ataque.

Fator X: o cornerback dos 49ers Richard Sherman. Sherman retornou completamente de sua lesão no tendão de Aquiles em 2017 e já voltou a ser um cornerback de grandes jogadas. Se os 49ers puderem usar Sherman para cobrir Davante Adams, melhor recebedor dos Packers, eles terão uma grande vantagem em fazer estratégias contra o resto do ataque de Green Bay.