<
>

NFL: Como o cão Boujee mudou a vida de JuJu Smith-Schuster, dos Steelers

“Parabéns, JuJu. Maior número de jogos de 100 jardas recebidas antes dos 23. Com amor, os seus amigos do cachorródromo”.

Além do portão, está o refúgio de Smith-Schuster da loucura diária da vida como principal recebedor do Pittsburgh Steelers na NFL.

Mais importante, é um paraíso para o filho de quatro patas de Smith-Schuster.

“Essa é a Disneylândia dele”, diz Smith-Schuster enquanto assiste seu buldogue francês de dois anos, Boujee, correr em busca de gravetos junto com cães três vezes maiores do que ele.

Desde que foi escolhido na segunda rodada do Draft de 2017, Smith-Schuster tem construído uma marca promissora fora do campo enquanto desenvolve-se como o próximo grande wide receiver dos Steelers. Primeiro, ele era o jovem que ia de bicicleta para o treino. Depois, ganhou fama como gamer e youtuber. Agora, ele tem uma nova fama: pai de cachorro.

Abrindo o portão do parque, Smith-Schuster é recebido por um malamute do Alaska gigante chamado “Tank”. O cachorro de 14 meses ‘bate cartão’ no parque, e Smith Schuster fica encantado com seu tamanho e fofura.

“Você imagina o quanto esse cachorro c...?, ele diz, balançando a cabeça.

Também tem um filhote tigrado chamado Obi, cuja dona, Emily, reconhece Boujee de outras vindas ao parque.

As conversas de Smith-Schuster com os outros donos de cachorro são iguais às que qualquer outro “Pai” têm enquanto observam seus cães queimarem energia.

“Qual o nome do seu cachorro? Quantos anos ele tem? Qual a raça? O quão grande vai ficar? Ele dorme na sua cama também?”

Smith-Schuster, 22, é como qualquer outro dono andando no parque, exceto pelas perguntas sobre futebol americano que ele recebe inevitavelmente. Como qualquer outro, ele tira fotos e vídeos do seu cachorro brincando, mas quando ele posta nas redes sociais, eles são transmitidos para milhares, às vezes milhões, de pessoas. E ele dá festas à fantasia também para Boujee.

Nessa viagem ao parque, Smith-Schuster carrega uma sacola de compras com um presente dentro. É para Heinz, uma buldogue francesa que não conseguiu comparecer à festa de tema de reis há algumas semanas. Smith-Schuster, com a ajuda de sua amiga e dona de buldogue Nicole Celko, tinha uma sacola cheia de brinquedos para cachorros. Melhor ainda, os donos dos 10 cachorros que foram ganharam um par de ingressos cada para qualquer jogo dos Steelers nesta temporada.

Smith-Schuster não gostava de cães quando era mais novo. Uma experiência ruim com um Chihuahua aos 10, 11 anos de idade o fez ter medo de cachorros.

Smith-Schuster lembra de sair do carro durante as férias em Long Beach, na Califórnia, e ver o cãozinho do lado oposto a ele. Ele não amava cachorros, então conforme atravessava a rua em direção ao cachorro, começou a correr.

“O cachorro começou a correr em minha direção”, disse Smith-Schuster. “Então eu corri reto, o mais rápido que podia. Ele me perseguiu até a sala de aula. Eu fiquei com medo. Estava na sala de aula, pulei na mesa e o professor tirou”.

Depois disso, demorou um tempo para ele superar o medo de cachorros. Mas conforme ele foi se expondo mais a cachorros, sua ansiedade dissipou.

Depois de se mudar para Pittsburgh, Smith-Schuster precisava de companhia. Então ele decidiu que o que precisava era aquilo que ele mais temia quando criança. Um cachorro, ele decidiu, seria a adição perfeita na sua vida.

Depois de uma conversa com Maurkice Pouncey, que tinha três buldogues franceses à época, ele escolheu a raça.

Não qualquer buldogue, porém. Smith-Schuster escolheu um boldogue francês cinzento, raro pela cor. Escolher o animal custou um tempo de pesquisa, mas escolher o nome foi fácil.

A música do trio Migo’s “Bad and Boujee’ era popular em 2017, ficando por 14 semanas no Hot 100 da Billboard depois de chegar ao topo. E, Smith-Schuster disse, o nome reflete seu estilo de vida.

“Com esse nome sendo dito, ele faz o que quiser, tem o que quiser. Isso é porque eu o chamo de ‘Boujee”.

O cachorro foi criado na Califórnia e quando tinha apenas algumas semanas, foi para Pittsburgh conhecer seu pai.

“Ter um cachorro foi um novo passo na minha vida”, disse Smith-Schuster.

Foi um passo que exigiu que ele crescesse em vários sentidos. Em adição às responsabilidades diárias de alimentar Boujee e se exercitar, Smith-Schuster tem que se preocupar em leva-lo no veterinário, o que inclui cirurgia no nariz durante as férias.

“Os focinhos dos buldogues franceses são mais curtos do que os outros porque são comprimidos e é mais difícil deles respirarem. Por isso eles fazem aquele barulho de porco. Eu diria que ele é meio porco”, disse o wide receiver.

Com o calendário cheio da NFL, Smith-Schuster não consegue fazer tudo sozinho. Além de dividir as tarefas com um outro dono de buldogue, ele tem ajuda de um adestrador que leva Boujee para passear por uma hora a cada dia e, às vezes, Boujee vai para a creche de cachorros na Dogtopia.

Smith-Schuster também agenda encontros com outros cachorros, cujos donos falam com o pai de Boujee pelo Instagram. Com frequência, ele leva Boujee para seus encontros. Muitas vezes, ele admite, os outros donos de cachorros estão empolgados para conhecer ele.

Há um ano e meio, Smith-Schuster e Boujee conheceram Celko na Cheescake Factory. Celko estava comendo quando viu Smith-Schuster e Boujee entrarem para pegar algo para viagem. Como dona de um buldogue, Nicole chegou neles e perguntou se Boujee era amigável. O cachorro dela, Portia, estava fora do carro. Então os cachorros deles foram apresentados. Então os dois cachorros foram apresentados. Boujee foi levado com Portia imediatamente.

“Nós brincamos que eles estão namorando, mas eles se dão muito bem. Às vezes eles estão no meu apartamento enquanto estou no trabalho e eu tenho uma câmera neles. Eles gostam de brincar”, disse Celko.

Se Boujee e Portia não são o melhor casal de Pittsburgh, eles certamente são um dos mais reconhecíveis. Celko estava vendo o par durante a maratona de Pittsburgh no começo do ano e riu quando as pessoas passaram e apontava para os cachorros.

Para Smith-Schuster, esses relacionamentos, com Boujee e a comunidade, deram a ele um alívio de stress. Quando ele sai de casa, tenta levar Boujee para todos os lugares com ele, porque ele é certificado como um cão de serviço. Boujee vai junto com JuJu e até dentro de lojas e mercados.

“Ele é considerado um cão de serviço. Eu não sei que serviço ele faz para mim. Acho que é o apoio emocional. Eu diria isso”.