A Nike decidiu cancelar o lançamento de um novo tênis esportivo que teria uma das primeiras versões da bandeira dos Estados Unidos, assim atendendo um pedido de Colin Kaepernick, segundo "The Wall Street Journal".
A parte de trás do tênis Air Max 1 Quick Strike Fourth of July mostraria uma bandeira americana com apenas 13 estrelas (a atual possui 50) que formam um círculo. Essa versão original é creditada à costureira Betsy Ross.
"The Wall Street Journal" destaca que Kaepernick comunicou à Nike que a empresa não deveria usar essa versão da bandeira, já que ele e outros atletas a consideram um símbolo ofensivo devido à conexão com um momento em que a escravidão era legalizada nos Estados Unidos.
Em comunicado oficial, a Nike informou que decidiu não lançar o polêmico modelo, "já que apresentava uma versão antiga da bandeira americana", mas não fez nenhum comentário sobre a possível pressão do ex-quarterback do San Francisco 49ers.
Kaepernick se ajoelhou durante o hino nacional em 2016 como protesto contra o racismo e a brutalidade policial nos Estados Unidos. O jogador não disputa a NFL desde que optou por encerrar o contrato com a equipe californiana, no início de 2017.
O ativismo de Kaepernick entrou em conflito com os donos das equipes da NFL e o presidente dos EUA, Donald Trump, que pediu de maneira expressa para que todos os jogadores que não respeitassem o hino nacional fossem demitidos imediatamente.
Após ser marginalizado na NFL, Kaepernick, que já era patrocinado pela Nike desde 2011, voltou a aparecer em uma nova campanha publicitária no começo da temporada de 2018.
Apesar de ter desistido dos tênis com a antiga bandeira americana, a Nike ainda oferece o Air Max 1 em vermelho, branco e azul, e diz que o calçado "atualiza o design lendário com cores patrióticas".
Segundo "The Wall Street Journal", a empresa pediu para que as lojas que já tinham recebido os tênis com a bandeira antiga dos EUA devolvessem todo o material.
