NFL não via tantas marcações de falta em quarterbacks desde começo do século

Nesta quinta-feira, às 21h15 (de Brasília), o Los Angeles Rams tenta manter a invencibilidade recebendo o Minnesota Vikings, que tenta a recuperação após a “zebra” do final de semana. A partida terá transmissão exclusiva da ESPN e do WatchESPN.

A partida trará nomes defensores que costumam ser pesadelos de quarterbacks, como Ndamukong Suh, Aaron Donald, Harrison Smith, Danielle Hunter, entre outros. Mas também existe algo que tem aterrorizado os jogadores de defesa: a flanela amarela.

Nesta temporada, o “roughing the passer”, o contato faltoso sobre o quarterback após a bola já ter sido lançada, tomou o lugar da polêmica sobre recepções, sendo o assunto mais debatido nas primeiras semanas da temporada da NFL.

E não é sem motivo: já foram 34 marcações deste tipo de falta, o maior número após três semanas desde 2001. Na temporada passada, foram 16 faltas deste tipo no mesmo período. A média de flanelas por este tipo de falta é de 0,81 por jogo, maior do que qualquer temporada desde o início do século. A ápice anterior havia sido em 2005, com 0,66.

A regra não é nova, tendo já seus 23 anos, mas neste ano a NFL enfatizou a proibição de que o defensor caia com todo seu peso sobre o quarterback, ou o jogue no chão com força exagerada. A recomendação teria vindo após uma série de reclamações de que o texto não estava sendo aplicado da forma correta.

“O Comitê recomenda que o departamento de arbitragem enfatize que o defensor é responsável por evitar cair sobre o quarterback quando derrubá-lo no chão. O Comitê também recomenda que um vídeo seja mostrado aos jogadores, treinadores e técnicos durante a pré-temporada demonstrando jogadas legais e ilegais. Exemplos de defensores tirando o corpo para o lado durante o contato e evitando colocar o peso de seu corpo sobre o quarterback deve ser incluído para que os técnicos ensinem a técnica correta”, disse a recomendação.

As ocorrências desta temporada foram em 32 campanhas ofensivas, e em 63% das ocasiões a equipe que estava atacando acabou pontuando, sendo oito vezes em touchdowns e 12 vezes com chutes.

Apenas uma vez a falta acabou sendo anulada, já que quando Maurice Hurst, do Oakland Raiders, foi penalizado contra o Miami Dolphins, Mike Gesicki foi flagrado com uma segurada, e a jogada acabou sendo repetida. Em outra ocasião, um time foi flagrado duas vezes com a mesma falta na mesma campanha.

Clay Matthews, do Green Bay Packers, é a “maior vítima” das chamadas e acabou se transformando em um símbolo desta discussão.

Foram três flanelas voando em sua direção nas três primeiras semanas, mais do que qualquer outro jogador, e a prova de que o número é alto está no fato de que Olivier Vernon, em 2015, foi o jogador que mais vezes foi flagrado nesta falta em uma temporada, com cinco vezes.

Duas fontes revelaram à ESPN que uma conversa do comitê de competições da NFL deve acontecer na próxima semana justamente para discutir estas chamadas, já que muitos lances são polêmicos.

“Há certa preocupação de que os árbitros estejam indo um pouco longe demais em algumas chamadas”, disse uma fonte à ESPN.

O “roughing the passer” é, sem sombra de dúvidas, uma das faltas que mais muda o destino das partidas. Segundo o departamento de estatísticas da ESPN, uma flanela voando por este motivo representa, em média, 4,1% a mais nas chances do time beneficiado vencer o jogo.

Enquanto isso, a modificação na regra do tackle, que pune os contatos que se iniciam com o jogador abaixando o capacete, ficou longe de provocar a polêmica que se esperava. Depois de 71 marcações durante a pré-temporada, foram apenas quatro na temporada regular.