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Da frustração ao MVP: a trajetória do improvável herói do Super Bowl LII

As 373 jardas, três passes e uma recepção para touchdown fizeram de Nick Foles o MVP de um Super Bowl em que os ataques prevaleceram sobre as defesas, além de ser fundamental para o primeiro título da história do Philadelphia Eagles.

O camisa 9 fecha sua história de “Cinderela” vencendo o New England Patriots na noite em que Tom Brady lançou simplesmente para 505 jardas.

"Inacreditável. Você joga desde criança, sonha com este momento. Estou vivendo um sonho", disse após o jogo.

Quem há dois anos pensava em se aposentar por causa das frustrações, hoje falou sabendo que vai agitar o mercado da NFL nos próximos meses, já que não faltarão pretendentes aos seus serviços, e nenhum herói vai querer voltar para o banco de reservas com a recuperação de Carson Wentz.

Selecionado pelos próprios Eagles na terceira rodada de 2012, o quarterback teve uma longa jornada até poder abraçar sua esposa, Tori, e a filha, Lily, como herói de uma das melhores decisões de todos os tempos.

Logo em seu segundo ano na NFL, ele teve uma temporada incrível, com 27 passes para TD e apenas duas interceptações em 10 jogos como titular, com direito a empatar o recorde com sete passes para TD em uma só partida, na vitória contra os Raiders.

Em 2014, as coisas não foram tão bem. Com algumas mudanças no elenco o desempenho não se repetiu, e uma fratura na clavícula encerrou sua temporada com apenas oito jogos, 13 passes para TD e 10 interceptações.

Em março de 2015, Foles foi trocado junto ao St.Louis Rams, para a chegada de Sam Bradford. Depois de um começo bom, com uma vitória dramática contra o Seattle Seahawks, mais uma vez os problemas apareceram.

Foram 11 jogos como titular, apenas sete passes para TD e 10 interceptações, até ser colocado no banco de reservas, perdendo a posição para Case Keenum, e ficando completamente sem espaço com a chegada de Jared Goff, no draft.

Foi então que o pensamento de aposentadoria aos 26 anos surgiu. Apenas em agosto ele acertou um contrato de um ano para ser reserva de Alex Smith no Kansas City Chiefs, tendo chances em apenas três jogos, um como titular.

Mas o retorno para a franquia que lhe abriu as portas para a NFL mudaria tudo. Reserva de Carson Wentz, que fazia uma temporada digna de MVP, seus serviços foram necessários a três jogos do fim da temporada.

A lesão no joelho do quarterback titular deixou os Eagles, donos da melhor campanha da NFC, na dependência de Foles, que não encantou no fim da temporada regular, mas foi sublime nos playoffs.

Sua primeira vitória em pós-temporada foi discreta, sem passes para TD na vitória sobre os Falcons por 15 a 10. Já contra os Vikings, na final da conferência, a primeira exibição de MVP, com 352 jardas, três passes para touchdown e 26 de 33 passes completados.