<
>

Imigrante, ele deu a volta por cima e busca 'sonho americano' no Super Bowl

Neste domingo, com transmissão exclusiva da ESPN e do WatchESPN, New England Patriots e Philadelphia Eagles se encontram no U.S. Bank Stadium para a disputa do Super Bowl LII.

Em campo para ajudar a franquia da Pensilvânia a conquistar seu primeiro troféu Vince Lombardi, um jogador que tem a superação vinda de família, muito antes de pensar em entrar na NFL.

Primeira escolha dos Eagles no draft de 2015, o wide receiver Nelson Agholor sofreu com críticas por temporadas que não justificavam tamanha confiança da franquia naquele jogador formado na USC.

Em 2017 as coisas mudaram muito. Foram 62 recepções para um jogador que só tinha somado 59 nos anos anteriores, 768 jardas contra 658 no passado, e oito touchdowns para quem só tinha chegado na endzone três vezes antes.

Mas não foi apenas dificuldades dentro de campo que Nelson Efamehule Agholor teve que superar.

Nascido em Lagos, na Nigéria, ele é o quarto filho de uma família com cinco crianças que deixou o país para buscar uma vida melhor nos Estados Unidos, quando o hoje jogador tinha cinco ano.

O pai, Felix, trabalhava como zelador em um colégio, enquanto a mãe, Caroline, era enfermeira em uma casa de repouso. A infância na casa pequena sempre é lembrada pelo jogador, que pode, em poucos dias, colocar um desfecho digno de cinema em parte da sua história.

“Este é um grande momento para mim e minha família, porque quando você vem para a América, você vem buscando oportunidades como esta. Eu agora só penso em aproveitar. Me sentir abençoado. Jogar abençoado, com muita alegria, muita energia”, disse o jogador em entrevista ao ESPN.com.br.

A experiência familiar fez com que Agholor aprendesse muita coisa, e ele não se cansa de dizer que tudo na vida deve ser conquistado. E assim ele garante que a explicação para ter superado o começo difícil da carreira é só uma: trabalho duro.

“Não há substituto para isso. Muita gente especial ao meu lado. Minha família, minha namorada, meus colegas de time. Todo mundo me dava energia o tempo todo, mas o que este esporte tem é trabalho duro”, disse Agholor, explicando como fez para mudar o cenário da sua carreira.

A motivação para seguir lutando veio justamente das críticas que recebia de torcedores e jornalistas, que não viam em Agholor uma escolha de primeira rodada de draft.

“Você ouve (críticas), mas isso só te motiva a seguir trabalhando. Eu pensava assim: ‘se estão dizendo isso de você, então você tem mais trabalho a fazer’. E no fim do dia, não acabou. Foi daquele jeito antes, agora foi assim, e ainda tem gente falando. Então eu tenho que seguir trabalhando”, concluiu. ]

Em um momento tão conturbado do país com relação à imigrantes, Agholor prefere não tocar no tema política – com as polêmicas declarações do presidente Donald Trump – perto de um jogo tão importante.

O recebedor quer é trabalhando até o domingo, quando buscará uma consagração inimaginável na infância.