O Seattle Seahawks está novamente no topo da NFL, com uma vitória inquestionável sobre o New England Patriots para conquistar o Super Bowl LX. Um título que coroa uma das maiores histórias de superação da liga e um time que está muito longe das maiores folhas salariais entre as franquias.

*Conteúdo patrocinado por Ram, Snickers e C6
A história do troféu da equipe de Seattle passa por decisões difíceis. Talvez tudo tenha começado quando a dona da franquia, Jody Allen, decidiu pela troca do técnico Pete Carroll após a temporada 2023, se livrando daquele que era até então o único a ter vencido um Super Bowl pelos Seahawks.
O general manager John Schneider apostou em Mike Macdonald, sabendo que estava contratando um especialista em defesa – algo que ficou ainda mais claro na atuação brilhante deste domingo (8), limitando os Patriots a apenas 13 pontos (sem nenhum touchdown nos três primeiros quartos), forçando fumbles, uma interceptação e ainda seis sacks ao quarterback rival Drake Maye.
Outra mudança fundamental pareceu ousada, com a troca do quarterback Geno Smith por Sam Darnold, um jogador que está na NFL desde 2018, tendo passado sem brilho por New York Jets, Carolina Panthers, San Francisco 49ers e Minnesota Vikings até ser campeão como protagonista.
Ao lado do coordenador ofensivo Klint Kubiak, eles transformaram o ataque dos Seahawks, e o quarterback apareceu justamente quando o time mais precisava, entregando talvez uma das melhores atuações de sua carreira justamente nos playoffs, na vitória sobre o Los Angeles Rams, que valeu o título da NFC (Conferência Nacional) e a vaga no Super Bowl no Levi’s Stadium.

A montagem do elenco campeão também aconteceu sem gastar muito. Os Seahawks, inclusive, estão entre as cinco menores folhas da NFL na temporada, a frente apenas de Tennessee Titans, Los Angeles Chargers, Las Vegas Raiders e New York Jets, com cerca de US$ 244 milhões (R$ 1,26 bilhão).
Apenas para comparação, o Kansas City Chiefs, dono da maior folha da liga, gastou US$ 359 milhões (R$ 1,86 bilhão), e os Patriots, rivais na decisão, US$ 315,2 milhões (R$ 1,63 bilhão) – 11ª maior no total. Os maiores vencimentos são justamente de Darnold, com média de US$ 33,5 milhões por ano.

Fato é que a conjuntura aponta para os Seahawks como um dos favoritos para a próxima temporada, em um cenário em que há dinheiro disponível para manter o time campeão e de repente ainda se reforçar.
É provável, inclusive, que a franquia seja vendida após o título do Super Bowl, com a família Allen enfim buscando novos donos após a morte do empresário Paul Allen em 2018 – Jody é sua irmã mais nova. A expectativa é que o negócio bata recorde nos esportes, com algo entre US$ 7 e 8 bilhões (entre R$ 36 e R$ 41 bilhões na cotação atual).
Com dois títulos, os Seahawks se juntam a Philadelphia Eagles, Los Angeles (St Louis) Rams, Miami Dolphins, Indianapolis Colts, Tampa Bay Buccaneers e Baltimore Ravens no ranking de maiores campeões. Patriots e Pittsburgh Steelers lideram a lista, com seis conquistas cada.
