Novatos da NFL contaram as histórias por trás de seus primeiros números na liga
Jogadores da NFL e seus números de uniforme são completamente conectados. Os números são como os fãs reconhecem os atletas rapidamente em campo. Eles se tornam parte do que é o jogador, e os torcedores vestem com orgulho seus números quando colocam as camisas de seus times.
Às vezes, o número se torna uma marca icônica - como é o caso de Tom Brady, quarterback do Tampa Bay Buccaneers, e o TB12.
Mas como um jogador escolhe seu número de uniforme?
Perguntamos para 10 calouros da NFL o porque de cada número escolhido. As respostas incluem tributos para a família, para heróis do esporte, decisões criativas e algumas respostas engraçadas.
Aqui estão os bastidores:

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No. 1: Jahan Dotson, WR, Washington Commanders
Washington anunciou o novo nome do time em fevereiro e, meses depois, selecionou Dotson com a 16ª escolha. Dotson usava a 5 em Penn State, mas mudou para simbolizar a primeira escolha dos Commanders e homenagear KJ Hamler, ex-colega de faculdade que usa a 1 no Denver Broncos.
"Achei que era a oportunidade perfeita: o primeiro Commander draftado na história. E sempre achei legal o número 1."
No. 4: Desmond Ridder, QB, Atlanta Falcons
Essencialmente, Ridder tinha três opções: 4, 13 e 16. E ele foi com o único dígito simples depois de usar o 9 em Cincinnati. Ele tentou tirar o 9 do linebacker Lorenzo Carter - e chegou a mandar mensagem depois do draft -, mas nada feito.
O quão rápida foi a rejeição? As conversas nem avançaram para uma negociação. Ridder disse que sabia que existia um valor, mas nem quis perguntar quanto.
"Eu sou um cara contido. Acho que a mudança de número pode esperar."
No. 8: Coby Bryant, CB, Seattle Seahawks
A escolha de quarta rodada dos Seahawks recebeu o nome em homenagem a Kobe Bryant, então por que não usar o número que ficou famoso com a lenda da NBA?
Na verdade, Coby usou o 7 na faculdade e só mudou para o 8 em seu último jogo com Cincinnati. O cornerback já planejava pedir para continuar com o número em Seattle.
"Eles simplesmente me ofereceram. Foi como um plano de Deus desde o começo. Assim que eles me perguntaram, eu aceitei sem questionar."
Outro cornerback dos Seahawks, Justin Coleman já vai vestir o 24 que também ficou famoso com Kobe na NBA.
No. 9: Jaquan Brisker, S, Chicago Bears
Brisker escolheu o 9 em homenagem a seu irmão Tale', morto em 2015. O safety dos Bears usava o 3 no ensino médio, número que o irmão também usou.
"3 vezes 3 é 9", disse Brisker. "Ele sempre acha um jeito de me mostrar que ainda está aqui."
No. 9: Christian Watson, WR, Green Bay Packers
Watson usou o 82 por alguns dias, mas quando chegou para os treinamentos uma semana depois do draft, mudou para o 9.
"Foi o número que chegou para mim na hora. Eu estava empolgado por ter sido draftado. Depois eu perguntei se eles tinham outras opções, então decidir ir com o 9."
Watson foi o 1 em North Dakota State, mas ninguém usa o número nos Packers desde Curly Lambeau em 1926.
"Falei com muitas pessoas, mas no final das contas, eu vou usar o número. O 9 era o certo."
No. 10: Isiah Pacheco, RB, Kansas City Chiefs
Tyreek Hill foi o 10 dos Chiefs por seis temporadas e se tornou um dos principais jogadores da história do time a usar o número. Mas os Chiefs não perderam tempo depois de trocarem Hill para o Miami Dolphins e deram o 10 para o running back que foi uma escolha de sétima rodada.
"Eu com certeza sei que usou. Não sinto nenhuma pressão. Já usei o número antes, quando era calouro na faculdade, e fiz um grande trabalho com ele. Não é só o número, é o jogador. E eu sou o cara que vai usar."
No. 14: Kyle Hamilton, S, Baltimore Ravens
Hamilton usou o 10 no ensino médio, mas não ficou com o número em Notre Dame. E ele nunca poderia imaginar o significado que a camisa que recebeu na faculdade teria para ele.
"Chegando na faculdade, eu não me importava muito com o número da camisa. Me deram o 14 e eu disse que daria um significado para ele. Depois, fui a 14ª escolha do draft da NFL, e o 14 estava disponível em Baltimore. As estrelas estavam alinhadas, fazia sentido."
No. 18: Jameson Williams, WR, Detroit Lions
Williams tinha duas opções, mas escolheu o 18 em homenagem è lenda da cidade Calvin Johnson, que usou o 81 nos Lions. E ele só inverteu.
Além disso, seu ídolo Randy Moss foi o 18 em 2005 e 2006, com o Oakland Raiders.
Williams usou o 1 em Alabama, mas o cornerback Jeff Okudah não quis abrir mão da camisa apesar do pedido do calouro.
"Foi engraçado porque o Jamo jogou em Ohio State e me viu usando o 1", contou Okudah, rindo.
No. 18: Jalen Tolbert, WR, Dallas Cowboys
Tolbert usou o 8 em Alabama e sabia que precisaria trocar de número nos Cowboys. Apesar da franquia não aposentar seus números, o 8 de Troy Aikman é intocável, assim como o 12 de Roger Staubach e o 22 de Emmitt Smith. Então, Tolbert teve que ficar com o 18.
Como ele só começou a jogar futebol americano no ensino médio, Tolbert não sabia quem Aikman era.
"Eu comecei tarde e não conhecia os caras mais velhos. Agora estou aprendendo mais. Estou começando a ver mais do Randy Moss e coisas do tipo, mas não sabia quem ele era até tudo ter acontecido."
No. 51: Tyquan Thornton, WR, New England Patriots
Thornton não escolheu o 51: ele recebeu do treinador Bill Belichick como parte da tradição anual do treinador de dar números diferentes temporariamente para os calouros como lembrança do que é mais importante.
Thornton riu quando viu o 51 no vestiário.
"Agora eu comecei a gostar. Mas vou usar", brincou.
