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NBA: Investigadores dizem que piloto de helicóptero que matou Kobe não seguiu regras sobre voar entre nuvens

O trágico acidente de helicóptero que vitimou Kobe Bryant, sua filha Gianna e outros seis passageiros já completou mais de um ano. Segundo informações das autoridades oficiais de segurança dos Estados Unidos, em audiência nesta terça-feira (9), o piloto violou as regras sobre voar entre as nuvens e foi contra o seu treinamento.

Os investigadores concluíram que o piloto Ara Zobayan ficou tão desorientado que não conseguiu distinguir e sair das nuvens. A agência nacional de transporte aéreo dos Estados Unidos criticou a decisão do piloto de voar entre as nuvens, dizendo que ele violou as normas federais que necessitam que o comandante consiga ver as condições de onde vai antes de realmente operar o percurso.

Pouco antes do acidente de 26 de janeiro de 2020, Zobayan disse aos controladores de voo que estava perdendo o controle do helicóptero e quase "quebrou" nas nuvens.

A agência nacional de transporte aéreo ainda informou que aconteceram 184 acidentes entre 2010 e 2019, envolvendo desorientação espacial, como no caso da tragédia com Kobe Bryant.

Michael Graham, membro da agência nacional de transporte aéreo, adicionou que Zobayan ignorou seu treinamento e que para continuar voando entre as nuvens, "o treino necessário era de um nível ainda mais alto".

O acidente não teve nenhum sinal de problema mecânico no helicóptero. Kobe, Gianna e os demais passageiros estavam indo de Orange County até um torneio em Ventura County, na Mamba Sports Academy, centro de treinamento do ex-jogador da NBA.

As outras vítimas do acidente foram John Altobelli, sua esposa, Keri, e sua filha Alyssa; Christina Mauser, Sarah Chester e sua filha Payton.