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Melhor companheiro de LeBron, Anthony Davis quase desistiu do basquete por não ter quadra para jogar

Anthony Davis é, com certeza, um dos 10 melhores jogadores da NBA na atualidade e uma das esperanças do Los Angeles Lakers para buscar o 17º título da história da franquia. Mas por pouco ele não privou os amantes do basquete de ver seu talento.

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Nascido e criado em Chicago, Davis entrou na escola Perspectives Charter na sexta série e se formou lá. Apesar de academicamente ser uma referência no estudo publico local, em especial em matemática e ciências, nos esportes o colégio era ruim.

A escola não tinha ginásio. Por isso, Davis e seus companheiros tinham que usar as instalações de uma igreja próxima ao colégio.

"Você tratava todo jogo como fora de casa. Você se acostuma à negatividade, vaias e todos indo contra você. Agora, não trato nenhum jogo como fora ou dentro de casa. Trato todos de forma igual, já que nunca tive a chance de jogar em casa num ginásio", relatou Davis em 2017.

"Tinham cerca de 400 pessoas na minha escola da 6ª série até o último ano do colegial, era uma escola pequena. Era uma luta, honestamente. Isso me ajudou a ser o jogador que sou hoje, a mentalidade, trabalhar mais duro por tudo. Tentar colocar seu nome no mapa quando não se tem um ginásio na escola é difícil", completou o pivô.

Por estar em uma escola sem tradição nos esportes, ninguém sabia da existência de Anthony Davis. E as condições esportivas da Perspectives Charter eram precárias. "Nós usávamos uniformes do avesso antes do meu último ano no colegial. E usávamos tênis de diversos modelos, então não parecíamos um time", afirmou, ao site "Nola.com", em 2012.

E desmotivação de continuar no esporte só aumentava.

"Eu não tinha vontade de jogar. Antes do meu último ano no colegial, achava que o basquete não era para mim. Eu sempre ouvia falar que os olheiros vinham te ver no penúltimo ano, isso nunca aconteceu comigo", relembrou.

Nem mesmo a altura de Davis facilitava. Aos 15 anos, ele jogava como armador e tinha 1,88m. Aos 17, 2,03m.

Davis recebeu um convite para um time da AAU (liga amadora que tem o objetivo de revelar talentos) e demorou a engrenar. "Eu comecei a jogar lá e pensei que poderia me ajudar. Comecei a levar a sério e hoje estou aqui".

Jogando na AAU, Anthony Davis enfim teve os holofotes do basquete a seu redor. E não demorou para que muitos reconhecessem seu talento. No último ano de colegial, já atuando próximo ao garrafão, recebeu propostas de universidades grandes no esporte para uma bolsa.

Davis optou por Kentucky, uma potência no basquete e onde ele se tornou um fenômeno nacional com médias de 14,2 pontos, 10,4 rebotes, 1,3 roubos e 4,7 tocos e o título universitário. O pivô não quis ficar mais um ano na faculdade e foi direto para o Draft da NBA, onde foi escolhido como primeiro no geral pelo New Orleans Hornets, que depois virou o New Orleans Pelicans, em 2012.

Chegou ao Los Angeles Lakers nesta temporada e, de imediato, demonstrou seu impacto. Teve médias de 26,1 pontos, 9,3 rebotes e 2,3 tocos na temporada regular, ficando em 2º na premiação para Defensor do Ano.

Nos playoffs até aqui são 28,8 pontos, 9,3 rebotes, 1,2 tocos e momentos memoráveis com a bola de três que venceu o Jogo 2 da final da Conferência Oeste diante do Denver Nuggets.

Agora, a missão é derrubar o Miami Heat e conquistar seu primeiro anel, coroando sua história.