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NBA: os bastidores dos três dias em julho que levaram à construção do supertime do Heat com LeBron, Wade e Bosh

VESTINDO UM TERNO creme impecavelmente costurado, uma camisa de botão azul claro e uma gravata preta com um clipe de platina, LeBron James atravessou a entrada dos jogadores na AmericanAirlines Arena de Miami pela primeira vez. No dia anterior, 8 de julho de 2010, no programa “The Decision”, James havia dito para os país inteiro (e o mundo) que estava levando seus talentos para South Beach para se juntar aos amigos Dwyane Wade e Chris Bosh, um anúncio que deixou o mundo da NBA de cabeça para baixo. Mas James ainda não era oficialmente um membro do Miami Heat.

Do lado de fora da porta e pelo corredor, um contrato aguardava: seis anos, US$ 109,8 milhões - com o Cleveland Cavaliers.

James assinou o contrato com um sorriso. Após entrevista coletiva, ele foi ao vestiário e vestiu o uniforme branco do Miami Heat pela primeira vez. Minutos depois, James, Wade e Bosh foram apresentados aos torcedores do Heat como o novo “Big Three” da NBA em uma grande festa de comemoração.

Enquanto o trio estava elevado em uma plataforma acima de "YES WE DID" em gigantescas telas de LED e enquanto James declarava: "Nem cinco, nem seis, nem sete ...", em meio a fumaça e fogos de artifício na arena, os telefones estavam tocando em Toronto, Cleveland, Nova York e, claro, Miami. Executivos e advogados estavam fechando os acordos, e transferindo os contratos recentemente assinados por James e Bosh para o Heat e cimentando uma equipe que mudaria o curso da história da NBA.

A intensidade desses três dias de julho que levaram à construção do supertime continua a ressoar 10 anos depois. Aqui estão novos detalhes daqueles que viveram esse drama.


7 DE JULHO: duas estrelas se alinham

O SPORTSCENTER DO MEIO-DIA abriu com Michael Wilbon, que foi direto ao assunto. Em uma tela dividida, Wade apareceu em sua quadra de basquete nos arredores de Fort Lauderdale, Flórida. Na caixa da direita, Bosh sorriu de sua casa em Dallas.

Um dia antes, o número de Wade apareceu no celular de Wilbon. O jornalista de longa data esperava que Wade estivesse ligando para dizer que iria assinar com o Chicago Bulls, o time que eles torciam em sua cidade natal. Em vez disso, Wade pediu a Wilbon que conduzisse uma entrevista na qual ele e Bosh anunciassem simultaneamente seus destinos como agentes livres.

"Ele não me disse para onde estava indo", disse Wilbon, "mas tive a sensação de que não era Chicago".

Wade dera esperança aos Bulls. Em 1° de julho, ele esteve em Chicago. A primeira parada dele? O United Center. Os Bulls ficaram felizes em recebê-lo, mas não sabiam onde estavam em termos de negociação. Eles estavam preocupados, segundo fontes, que Wade simplesmente transmitisse sua estratégia de agente livre para sua equipe, o Heat.

Chicago passou mais de um ano trabalhando para contar com James e Bosh. Os Bulls mandaram a Harpo Productions, produtora de Oprah Winfrey, criar vídeos. Mesmo quando se conheceram em 1° de julho, os Bulls estavam céticos quanto ao fato de Wade estar pensando seriamente em assinar com eles, então, inicialmente, eles revelaram apenas parte de seu discurso.

No entanto, Wade sorriu quando experimentou o uniforme vermelho dos Bulls com seu nome nas costas. Esse era um sentimento que ele sonhava ter desde criança, enquanto assistia Michael Jordan empilhar troféus.

Enquanto isso, no alto do horizonte de Chicago, Bosh estava em uma sala de reuniões ouvindo o discurso do Heat - uma reunião liderada por Pat Riley.

"Ah, sim, Pat mostrou seus anéis. Parecia uma bolsa Crown Royal", disse Bosh. "Quando ele terminou a reunião, Pat me deu um anel no título de 2006 do Heat."

"Pegue. Fique com ele. Me devolva quando ganhar um", disse Riley a Bosh.

"Ainda não o devolvi", disse Bosh. "Será que ele se lembra disso? Acho que mencionei uma vez, tipo, 'E aí, você vai querer esse anel de volta?', e ele disse: 'Do que você está falando?'. Eu continuei andando. "

Mas a parte mais importante da apresentação não era os anéis. Os Bulls, o New York Knicks e o New Jersey Nets se posicionaram para assinar com dois astros, e foi isso que essas equipes ofereceram.

O Heat ofereceu a chance para assinar com três.

Após as respectivas reuniões, as duas estrelas trocaram de lugar. Bosh visitou os Bulls, e Wade recebeu um discurso do Heat no escritório de Henry Thomas, o agente que Wade e Bosh compartilhavam. Lá, Riley mostrou a Wade o plano formal de trazer três estrelas para South Beach.

"Nunca vi Pat Riley tão nervoso", disse Wade para Thomas após a reunião, um momento capturado em vídeo em seu recente documentário, D.Wade: Life Unexpected.

O grupo do Heat voou para Cleveland, onde Riley e Andy Elisburg, vice-presidente sênior de operações de basquete da equipe, tiveram uma reunião à meia-noite com Leon Rose, agente de James, no bar “The Ritz-Carlton”. Riley detalhou para Rose qual seria a proposta para James no dia seguinte: três estrelas, não duas.

Naquela mesma noite, Wade pediu a Thomas para marcar uma segunda reunião com os Bulls. Desta vez, Chicago deu seu discurso completo, vídeos do time de Oprah e tudo mais. Os Bulls, já sentindo que tinham uma grande chance com Bosh, começaram a sentir como se tivessem uma chance real com Wade, também. Mas ele tinha uma pergunta específica: os Bulls poderiam criar espaço suficiente non elenco para uma terceira estrela?

Wade estava tentando levar a estratégia do Heat para o Bulls - e não o contrário.

Uma coisa ficou clara: Bosh, Wade e James estavam interessados em jogar juntos. Era um pacote dos sonhos. Mas qual time poderia abrigar tanta estrela?

Para conseguir as três estrelas, os Bulls precisavam de US$ 16 a 18 milhões em espaço de teto salarial. Depois de examinar suas opções, eles perceberam que qualquer estratégia para conseguir isso exigiria a troca de Luol Deng, seja uma equipe aceitando pagar os US$ 48 milhões restantes no contrato ou por meio de um sign and trade com Cleveland, Toronto ou Miami.

Isso não era impossível, mas era complicado. Antes mesmo de considerar, havia uma grande ressalva: eram necessários compromissos das três estrelas para que os dominós pudessem ser alinhados.

A motivação dos Bulls, dizem as fontes, foi dividida. Após dois dias de reuniões, eles pensaram que estavam em posição competitiva com Bosh e Wade. Eles não tinham tanta certeza sobre James, como alguns rivais temiam que Chicago estivesse na pole position para roubá-lo de Cleveland.

No entanto, com a bênção do proprietário Jerry Reinsdorf, os Bulls começaram a trabalhar para encontrar um caminho para conseguir os três. Eles tentaram mandar Deng para o LA Clippers, segundo fontes, mas não houve negócio. Eles conversaram com Toronto sobre um sign and trade por Bosh - os Raptors começaram a discutir o ajuste de Deng no time e os possíveis parâmetros de um acordo, dizem fontes - para deixar espaço para assinar Wade e James.

Havia outra questão para os Bulls: Derrick Rose, a jovem estrela do time, não estava profundamente envolvida no processo de recrutamento.

Outro de seus jovens jogadores, Joakim Noah, acabou sendo a voz principal. Embora Noah tenha uma personalidade magnética e tenha se tornado um recrutador de estrelas em seus dias na Universidade da Flórida, ele não era o jogador da franquia. Ele também tinha um relacionamento amargo com James. Sublinhando isso, Noah ligou para James naquela semana, e James nunca ligou de volta.

Rose se recusou a fazer parte do recrutamento de James, ao invés de gravar um vídeo. Ser um recrutador ativo não fazia parte da personalidade de Rose e, aos 21 anos, ele não tinha a mentalidade de um construtor de impérios. Se as coisas teriam sido diferentes se Rose tivesse feito o que Stephen Curry fez para ajudar a convencer Kevin Durant a vir para o Golden State Warriors seis anos depois, será desconhecido para sempre.

Enquanto isso, Miami tinha vantagem com Wade, que já havia conseguido Bosh e estava conseguindo James. Além disso, o Heat tinha um plano concreto para realizar tudo.

Mesmo anos depois, os funcionários dos Bulls acreditam que Bosh e Wade estavam perto de se comprometer com Chicago. Mas no final, três foi maior que dois.

"Estou de volta a Miami", disse Wade a Wilbon na entrevista do SportsCenter. "Minha decisão é final."

"Vou me juntar ao Sr. Wade em Miami", disse Bosh.

Eles disseram que se veriam em South Beach.


8 DE JULHO: dia da decisão

WADE e BOSH anunciaram que se estavam se unindo, mas, em particular, esperavam uma peça final.

Quatro dias antes do The Decision, James ligou para Wade pedindo uma teleconferência com Bosh. Eles discutiram os argumentos que ouviram, suas opções e desejos. Na análise final, havia Chicago e havia Miami. Quando a ligação terminou, já estava acertado: todos estavam indo para Miami.

Mas quando Wade e Bosh começaram a alinhar detalhes, James parou de retornar as ligações - mesmo de Wade. As notícias de um programa de TV para anunciar a decisão de James surpreenderam Wade e Bosh e provocaram ansiedade de última hora.

"Todo mundo estava empolgado, mas LeBron ficou sombrio. E isso nos deixou um pouco preocupados", disse David Fizdale, que era técnico assistente do Heat na época. "Nem Dwyane tinha certeza."

Fazia sete dias desde que James começou a ter reuniões com pretendentes, e alguns perto dele ainda questionavam qual time ele escolheria.

Uma semana antes, logo após as 11 da manhã de 1° de julho, os Nets chegaram ao prédio da IMG no centro de Cleveland como a primeira de seis equipes a se encontrar com James. Surgiu Mikhail Prokhorov, o bilionário russo que havia comprado os Nets menos de dois meses antes. Do outro lado surgiu Jay-Z.

"Foi um show", disse Avery Johnson, contratado para treinar o time. "Estávamos muito empolgados. Mas, com toda a honestidade, não estávamos prontos como organização. E jogamos em Newark pelos próximos dois anos - não em Nova York. Mas Jay-Z realmente deu um ótimo discurso. Ele apelou a sua amizade e vendeu Nova York."

Jay-Z ficou depois que os outros saíram e teve uma reunião privada de 15 minutos com James, que se sobrepôs à chegada programada dos Knicks. Quando a SUV de Jay-Z saiu do prédio, era hora de receber o time de Nova York, que incluía o proprietário James Dolan e o gerente geral Donnie Walsh, que estava em uma cadeira de rodas por causa de uma cirurgia recente.

"Nossos carros estavam entrando enquanto o dos Nets estava saindo", disse o então treinador dos Knicks, Mike D'Antoni. "Foi tudo surreal. Esse momento foi uma grande parte da história da NBA. Esperamos dois anos para fazer esse discurso".

Na manhã seguinte, os representantes do Heat chegaram cedo para se preparar. Riley, Elisburg, o técnico Erik Spoelstra, Alonzo Mourning, o proprietário Micky Arison e seu filho Nick, então vice-presidente, apareceram 45 minutos antes de James. Riley andava pelo corredor nervoso. A bolsa de veludo com os anéis apareceu novamente.

Durante a apresentação, Mourning derramou lágrimas falando sobre o apoio da organização quando ele precisava de um transplante de rim e a alegria de ganhar um título mais tarde. Mas duas peças ancoraram o argumento: a explicação de jogar na Flórida, onde não há imposto de renda estadual (e o que isso economizaria em salário e renda), e o plano de unir James, Wade e Bosh.

"Estávamos todos tentando contratar LeBron com uma abordagem de duas estrelas", disse D'Antoni. "Todas essas equipes pensaram que poderiam conseguir outra estrela para ele. O Heat entrou lá com três.

"Eles acabaram com a gente".

Na manhã do terceiro dia, o time da cidade natal de James, Cavs, entregou seu plano. O grupo ficou acordado a noite anterior aprimorando sua apresentação. No mês anterior, o proprietário Dan Gilbert havia contratado um novo treinador, Byron Scott, e um novo gerente geral, Chris Grant, depois que as temporadas consecutivas de 60 vitórias não resultaram em uma aparição nas Finais.

Para a apresentação, Gilbert encomendou um desenho animado no estilo de "Family Guy", o programa favorito de James na época, que incluía piadas grosseiras às custas de outras equipes que tentavam contratá-lo. Houve um vídeo construído em torno da conexão de James com a comunidade.

Os Cavs disseram a James que discutiram cenários de troca com Toronto para Bosh e perguntaram se ele recrutaria Bosh para se juntar como segunda estrela. James respondeu que não conhecia bem Bosh e não conhecia seus planos. Isso era falso, é claro, mas não importava. Bosh não tinha interesse em jogar em Cleveland.

Os Bulls foram os últimos. Era a tarde de sábado de um fim de semana de férias, e o grupo deles havia esquecido de reservar um carro no hotel. Eles chegaram ao IMG Building em táxis, mas não sabiam entrar pela garagem. Eles estavam presos esperando na rua com a porta trancada.

Os Bulls haviam se preparado para isso por mais de um ano. Eles tinham um núcleo jovem e fantástico e muitas possibilidades. Uma formação com Rose, Wade, James, Bosh e Noah era uma delas. Havia a possibilidade de perder Bosh e Wade, mas conseguir James. Havia a ideia de perder James, mas conseguir Wade e Bosh. Durante a reunião com James, ficou claro para os Bulls que o garoto de 25 anos tinha um plano abrangente, mas ainda não tinham certeza se isso os incluía.

Em 2006, agentes de Bosh, Wade e James - todos representados pela Creative Artists Agency - haviam trabalhado juntos para que os três jogadores assinassem extensões de curto prazo correspondentes para permitir essa possibilidade. Como companheiros de equipe do All-Star e da seleção americana, o trio conversou ao longo dos anos sobre jogar no mesmo time da NBA, apesar de nada ter sido formalizado.

Muitos em toda a liga assumiram que o plano de jogar juntos havia sido predeterminado por meses, ou até anos. Até hoje, todos os três jogadores sustentam que nada foi decidido até a ligação.

Após a ligação em 4 de julho, James organizou seu acampamento anual da Nike para jogadores de elite do ensino médio e da faculdade por três dias na Universidade de Akron. Amigos e colegas de equipe, incluindo Chris Paul, Damon Jones e Daniel Gibson, fizeram aparições. James não deixou transparecer nada. A certa altura, o treinador Scott chegou com o uniforme novo dos Cavs, mas James não estava interessado na conversa.

A mais de 2.200 milhas de distância em Miami, o Heat ganhava confiança de que sua oferta seria aceita, principalmente quando os Bulls não se comprometeram com Wade após várias reuniões. Eles trabalharam em um conjunto de movimentos para liberar o espaço salarial para assinar com as três estrelas.

Um deles era um acordo de sign and trade com os Raptors para Bosh, uma manobra que lhes daria espaço extra para outros agentes livres. O outro mandaria Michael Beasley para Minnesota por duas escolhas na segunda rodada. A remoção do salário de US $ 4,9 milhões de Beasley deixou Miami com mais de US $ 50 milhões em espaço de capitalização, com apenas Mario Chalmers sob contrato.

Mas ainda não havia nenhuma palavra oficial de James, Leon Rose ou qualquer outra pessoa em seu círculo.

Em 8 de julho, depois de assistir a alguns jogos em um torneio da AAU que patrocinou na Cleveland State University, James e seu acampamento viajaram para Greenwich, Connecticut, onde ele anunciaria seus planos.

Pouco antes das 20h30, James chegou ao Greenwich Boys & Girls Club e centenas de torcedores se alinharam na rua. Lá dentro, estavam sendo feitos os preparativos finais para o que seria uma das horas mais controversas da história da televisão esportiva.

Em Miami, Bosh havia chegado com sua noiva, Adrienne, e alugado uma suíte no W Hotel. Wade estava organizando um jantar em uma sala privada no Prime Hotel em South Beach. Embora James tenha dito no The Decision que poucas pessoas sabiam sua escolha, os pilotos de seu avião particular haviam apresentado um plano de voo para Miami, e havia quartos reservados para James e seus amigos ao lado do grupo de Bosh no W.

Enquanto James se preparava para fazer seu anúncio e a festa ficou animada, embora um pouco nervosa, Wade sussurrou para os que estavam perto dele que estava tudo certo.

Às 21h28 horário de Miami, era oficial. James estava levando seus talentos para South Beach.


9 DE JULHO: “Nem cinco, nem seis, nem sete...”

ENQUANTO OS CAVS estavam lidando com o choque da saída de James, o telefone de Chris Grant tocou. Era Riley ligando para oferecer um sign and trade por James.

Riley pensou que Grant poderia desligar o telefone em sua cara. Depois que Gilbert escreveu sua infame carta criticando James na noite anterior - pela qual o comissário da NBA David Stern multou o proprietário de Cleveland em US$ 100.000 - o Heat não esperava que os Cavs fossem parceiros dispostos em um acordo que ajudaria Miami e daria James dinheiro adicional garantido. Essa proposta custaria escolhas de Miami, mas o Heat queria um espaço de capital mais imediato para preencher seu elenco.

Grant sabia que ele estava agora em uma reconstrução maciça, por isso era responsável apenas considerar a oferta do Heat. Os Cavs esperavam nunca precisar fazer isso, mas eles tinham um plano: se James fosse embora, o objetivo deles era conseguir escolhas adicionais. Riley fez uma oferta de abertura e Grant disse que a levaria aos donos do time. Para grande surpresa de todos, Grant convenceu Gilbert sobre a troca.

Grant inicialmente pediu a Miami quatro escolhas de primeira rodada nos próximos sete anos. O Heat disse que não, mas eventualmente um acordo foi firmado: jogadores de primeira rodada em 2013 e 2015, mais duas escolhas da segunda rodada e uma opção de troca de escolhas.

Enquanto Miami estava ocupado resolvendo os detalhes dos negócios de James e Bosh, Henry Thomas estava tentando conseguir outro cliente para se juntar à Wade em Miami: Udonis Haslem.

James, Wade e Bosh concordaram em receber US$ 1 milhão a menos do que o máximo para abrir espaço para assinar com Mike Miller, um agente livre que Riley mencionou em conversas com James e Bosh. Miller recebeu até US$ 10 milhões por ano em outros lugares, mas aceitou um contrato a partir de US $ 5 milhões para jogar no Heat.

Isso deixou uma quantidade marginal de espaço para Haslem. Ele recebeu ofertas do Denver Nuggets e do Dallas Mavericks, por cinco anos e US $ 34 milhões, e o Heat não chegou nem perto.

"Dwyane e eu tivemos uma conversa honesta", disse Haslem. "E disse: 'Eu te amo, e se estivermos juntos no futuro, ganharemos anéis juntos novamente. Mas, neste momento, tenho que ir.'"

Mas enquanto Haslem dirigia para a arena para se despedir de Riley, Spoelstra e Arison, Wade ligou para Bosh e James. Ele falou sobre Haslem e disse que estava disposto a abrir mão de mais US$ 1 milhão por ano pelo pivô. Ambos concordaram.

Quando Haslem chegou, Thomas lhe disse para esperar em seu carro. Haslem queria pelo menos US $ 20 milhões e os números ainda estavam abaixo. Enquanto Elisburg calculava os salários, Thomas ligou para Wade mais uma vez. Wade concordou em desistir de US$ 500.000 adicionais por ano, permitindo espaço suficiente para se adequar ao acordo de Haslem: cinco anos e US$ 20,3 milhões.

Haslem concordou no carro e correu para dentro do prédio por um momento eufórico que muitos da organização Heat consideram a parte mais memorável dos três dias.

O eixo da NBA havia se inclinado para Miami no período mais notável de agência livre que a liga já vira.

"Temos 10 anos de tempo e espaço, e eu posso olhar para trás e dizer: ‘Sim, é isso’", disse Bosh. "Você pode olhar para trás e dizer que a história é sobre caras tentando encontrar o caminho que querem.

"Estávamos reagindo ao que acontecia ao nosso redor. Estávamos onde queríamos estar. Nós éramos legais. Éramos um pouco inocentes. Éramos ingênuos."

"Mas nós aprendemos. Ah, nós aprendemos."

Jorge Sedano, Nick Friedell e Dave McMenamin, da ESPN, contribuíram para esta matéria