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NBA permitirá que jogadores usem uniformes com mensagens de justiça social no lugar dos nomes

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Chis Paul, jogador do Oklahoma City Thunder e presidente da Associação Nacional de Jogadores de Basquete (NBPA), contou à ESPN no último sábado (27) que a união dos jogadores e a NBA está colaborando para permitir que os jogadores usem uniformes com mensagens de justiça social, causas ou caridade no lugar de seus nomes durante o restante da temporada da liga.

As declarações personalizadas nos uniformes são parte da longa lista de campanhas sociais que os jogadores planejam realizar na temporada, que reinicia no dia 30 de julho, em Orlando, Flórida. A NBA e a NBPA anunciaram um acordo na quarta-feira (24) para continuarem discutindo sobre como seguir lutando contra o racismo e fazer disso um dos principais focos desse retorno do basquete. Os uniformes personalizados poderão estampar mensagens como "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam) ou "I Can't Breathe" (Não Posso Respirar, em alusão a George Floyd), trazer luz à uma causa social ou caridosa, ou até conter os nomes de Floyd ou Breonna Taylos, mortos por policiais nos últimos meses.

"Estamos apenas tentando continuar iluminando os problemas de justiça social que os caras ao redor da liga continuam discutindo todos os dias", contou Paul ao The Undefeated. "As pessoas estão dizendo que justiça social será um tópico que sairá da cabeça das pessoas em Orlando. Com esses uniformes, isso não vai acontecer".

Jogadores da NBA estiveram envolvidos em protestos por todo Estados Unidos, vociferando nas mídias sociais e ativos sobre as mortes de Floyd em 25 de maio, em Minneapolis, e de Taylor em 13 de março, em Lousville, pelas mãos de policiais. Jogadores que preferem conscientizar com uniformes sobre causas ou caridades não conectadas a justiça social, brutalidade policial ou outros problemas raciais também terão espaço. Paul, que jogará com o Thunder nesse retorno, disse que ainda não decidiu o que terá em seu uniforme.

Paul afirmou que conversou com inúmeros jogadores, incluindo alguns que não são negros e apoiam a ideia dos uniformes. Ele disse que jogadores não serão forçados a usar uniformes com mensagens. Também terão sugestões oferecidas a jogadores que procuram uma causa a defender. O comissário da NBA, Adam Silver, disse na sexta-feira (26), durante conferência, que a liga "tem trabalho a fazer" para ter progresso em contratações de pessoas negras em papéis notáveis dentro da organização, e a necessidade de diversidade foi discutida em uma reunião recente do conselho de governadores. A NBA foi composta por 74,9% de jogadores negros na temporada de 2018/19, segundo o Relatório Completo de Raça e Gênero da NBA, divulgado na última semana pelo Instituto de Diversidade e Ética nos Esportes (TIDES), na Universidade da Flórida Central.

"Os caras com quem conversei estão definitivamente animados", Paul disse. "A razão pela qual estou apaixonado e animado com isso é que dá a voz aos que não tem. Também dá aos caras a chence de iluminar algo pelo qual são apaixonados. Do contrário, eles não teriam uma chance de se expressarem".

Paul protestou pacificamente no evento Black Lives Matter em, Los Angeles, e tem sido uma voz ativa nas mídias sociais sobre injustiça racial e brutalidade policial. O veterano, com 15 anos de NBA, disse que espera que os uniformes sejam uma faísca para mais conversas sobre as causas. Além disso, afirmou que a NBPA planeja contatar as famílias de Floyd, Taylor, Ahmaud Arbery, Trayvon Martin e outros cujas mortes revoltaram o país, a fim de conseguir a permissão de uso de seus nomes.

"Estive pensando em como nossa liga tem sido inovadora e como os jogadores são apaixonados por suas causas", disse o jogador. "Nossos caras estiveram marchando na linha de frente e usando suas plataformas. Se eles estão escolhendo ir para Orlando e fazendo sacrifícios para jogar, por que não poder jogar e ainda dizer seus nomes ao mesmo tempo?"

"Nas marchas, eles estão dizendo: 'Diga o nome dele... George Floyd. Diga o nome dela... Breonna Taylor.' Obviamente, teremos que falar com as famílias e ver se isso está OK".