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LeBron James fala de importância de Michael Jordan em sua infância: 'Um anjo enviado do paraíso'

Com o fim do documentário The Last Dance, produzido pela ESPN, que conta a história dos seis títulos em oito anos do Chicago Bulls de Michael Jordan e companhia, LeBron James deu suas impressões sobre os 10 episódios e, também, falou da importância que aquela equipe e, principalmente, Jordan tiveram em sua vida.

Em 1993, logo após vencer o primeiro tricampeonato, Michael Jordan anunciou também sua primeira aposentadoria do basquete. LeBron tinha apenas 9 anos na época e contou como foi ver o ídolo se afastar do jogo em pleno auge.

"Eu estou rindo agora, mas com certeza não estava em 93. Não fazia sentido para mim (a 1ª aposentadoria de Jordan), sabe? Crescendo em Ohio, passando por todas as m** que eu passei, procurando por inspiração. Você procura por qualquer inspiração e, normalmente, atletas profissionais e pessoas da indústria da música são os que te dão mais inspiração, que fazem você acreditar que pode ser o que quiser. Michael Jordan era como um Deus para mim. Um anjo enviado do paraíso que eu meio que usava para superar os dias horríveis que eu tinha", disse um podcast da Uninterrupted, produtora de filmes e documentários cujo o camisa 23 do Los Angeles Lakers é dono,

"As pessoas falam 'você tinha apenas 9 anos', mas existem muitos dias horríveis quando você cresce aonde eu cresci, sendo filho de mãe solteira. Então todo dia, se eu tivesse uma oportunidade de assistir Mike na televisão, isso me dava um ânimo na vida, me fazia acreditar que eu podia sair daquela situação. Quando ele decidiu se aposentar depois de ganhar o 3º título contra o Phoenix, eu pensei 'o que eu faço?'. Eu não consigo encontrar palavras agora relembrando tudo aquilo, imagina quando eu tinha 9 e só pensava 'sem o Mike, o que eu faço agora?'. E isso trouxe lágrimas para meus olhos."

LeBron também chamou Michael de "super herói" e comparou o ex-jogador ao Batman.

"Quando você é uma criança de 9 anos que precisa de inspiração, ele vira seu pai, que eu precisava de um, seu irmão, seu companheiro de equipe, seu super herói. Na minha infância era o Batman e Michael Jordan. Eram os dois maiores super heróis do mundo. Era tipo 'um dos meus heróis foi embora, o que vou fazer?'. E isso é uma pressão muito grande em qualquer atleta, mas naquela época eu tinha só 9 anos, não entendia tudo isso. Não sabia porque ele estava desistindo, então eu achava que deveria desistir também", finalizou.