Depois de ouvir as preocupações dos proprietários e responder às perguntas dos principais agentes ao longo das últimas semanas, a NBA abriu uma investigação sobre a free agency. A informação foi confirmada por várias fontes da liga à ESPN.
A urgência para isto foi definida após o encontro de proprietários que aconteceu no começo de julho, em Las Vegas. Durante o evento, donos de franquias aumentaram os questionamentos sobre o grande fluxo de acordos que foram completados poucas horas depois da janela da free agency ser aberta, no dia 30 de junho.
A suspeita, segundo uma fonte, é de que franquias tenham conversado sobre acordos com jogadores que ainda tinham contratos vigentes, prática conhecida como “tampering” e que é proibida pelas regras da liga.
Mais de um bilhão de dólares em contratos foram acertados nas primeiras 24 horas do “novo ano” da liga, tornando crível a alegação de que as negociações começaram e, em alguns casos, até terminaram antes da abertura oficial do mercado.
A liga tem o direito de punir times que tenham quebrado as regras durante a free agency com multas e – ainda que raro – perda de escolhas no draft ou até a anulação do contrato. De qualquer forma, a NBA já registrou um precedente de não punir o jogador, já que é muito difícil controlar a comunicação de jogador com jogador.
Neste verão norte-americano, Kawhi Leonard e Paul George pareceram trabalhar em conjunto em um cenário do mercado que colocou ambos no LA Clippers. Na visão dos observadores da liga, isso seria um caso de jogadores e seus agentes criando uma transação envolvendo uma terceira parte.
A investigação talvez não resulte em nenhuma punição formal, mas as informações coletadas podem impulsionar mudanças no sistema do mercado para o futuro.
