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Rivalidade com irmão de Lonzo Ball, parceria com campeão da NBA e mais: conheça a liga e o time de Didi na Austrália

Didi foi vice-campeão do NBB por Franca, e pouco depois o New Orleans Pelicans o selecionou na 35ª posição do Draft da NBA.

Entretanto, antes mesmo de jogar a Summer League, torneio preparatório para os garotos, foi anunciado seu empréstimo por uma temporada para o Sydney Kings, da Austrália. A ideia é que o atleta fique fluente na língua inglesa e desenvolva mais seu jogo.

Na liga de verão da NBA, o brasileiro teve destaque, com médias de 11 pontos, 3 rebotes, 2 assistências e 1,5 roubo de bola, acertando 44% de seus arremessos de quadra, em 27 minutos por jogo.

Agora, o que você sabe sobre a NBL (National Basketball League), a liga australiana na qual Didi jogará, seu time e até mesmo seus adversários? Bem, seus problemas acabaram:

O time

O Sydney Kings é uma das equipes de maior história no basquete australiano. Fundando em 1987, a inspiração veio de uma das grandes franquias da NBA, o Los Angeles Lakers. Dourado e roxo nas cores e um estilo de jogo parecido com o “Showtime Lakers” da época.

Apesar da empolgação inicial, os Kings só conseguiram vencer o título nacional em 2002-03, acumulando mais dois títulos seguidos, se tornando a primeira equipe a conseguir o feito.

Nada, no entanto, foi pior do que a queda depois do sucesso. Os Kings foram à falência em 2008, após a empresa de tecnologia Firepower se endividar e não ter condições de pagar os salários dos jogadores. A NBL decidiu excluir a equipe da Liga.

Fato que só mudou em 2010, com novos donos e patrocinadores. No entanto, a franquia não conseguiu vencer mais nenhum título. Na temporada passada, se reforçou com Andrew Bogut, campeão da NBA, pelo Golden State Warriors, em 2015.

Mas não é só ele a única referência dos Kings. Casper Ware, irmão de Kevin Ware (que teve uma grave lesão no March Madness de 2013, atuando por Louisville), chegou para adicionar talento a equipe. Brian Bowen, ex-atleta de Louisville, que se envolveu em um escândalo na NCAA e não pode jogar o basquete universitário, também está no elenco.

Didi será uma das esperanças dos australianos para vencer a competição. Com 11 pontos de média durante a Summer League, o brasileiro chamou a atenção da equipe técnica do New Orleans Pelicans e terá um tempo de quadra considerável no país da Oceania.

Para o técnico Will Weaver, Didi terá muito sucesso nos Kings: “Ele já atuou profissionalmente no Brasil e brilhou pela seleção nacional, mas apesar disso ele é humilde e tem foco de onde quer chegar”.

“É versátil, com ótima defesa e excelente arremessador. Consegue tranquilamente marcar e pressionar os armadores norte-americanos”, completou Weaver ao site dos Kings.

Com contrato válido por uma temporada, Didi estreará na NBA somente em 2020-21, mas terá um ano para ficar fluente no idioma e se acostumar com os novos padrões de vida que terá.

O campeonato

A NBL é composta por nove equipes (oito australianas e uma da Nova Zelândia), que se enfrentam em 28 rodadas. A temporada regular começa em outubro e termina em março.

Os quatro primeiros passam para a semifinal, com o primeiro pegando o quarto e o segundo enfrentando o terceiro - a melhor campanha serve para definir o mando de quadra na série melhor de três. Os dois vencedores se encaram na série final, melhor de cinco.

O Perth Wildcats é o maior campeão da história, com nove títulos, incluindo o da última temporada, de 2019. O Sydney Kings, time de Didi, tem três títulos: 2003, 2004 e 2005. A primeira edição foi disputada em 1979.

Cada time pode usar 12 atletas durante a temporada, e o teto salarial da liga é de 1,1 milhão de dólares. Esse limite ainda conta com uma obrigatoriedade: todos os times precisam que cinco de seus jogadores, somados, não ganhem mais do que 400 mil dólares.

Liga com jovens estrelas

A NBL pretende se tornar o lugar para desenvolver os principais talentos norte-americanos antes de ele se candidatarem ao Draft da NBA.

Depois que Terrence Ferguson foi draftado pelo Oklahoma City Thunder com a 21ª escolha em 2017, a NBL desenvolveu o programa Next Stars. A jornada de Ferguson, que pulou a carreira universitária para defender o Adelaide 36ers por um ano, serviu de grande exemplo.

"A NBL proverá grande visibilidade para os Estados Unidos. Nossa liga é parecida com a NBA em termos de estilo de jogo e apresentação nas partidas", afirmou Larry Kelstelman ao anunciar o plano em 2018. "Vamos trabalhar para construir um programa que dará o acesso aos times da NBA e seus olheiros".

A ideia deu certo. Um ano depois, a liga começa a atrair jovens. R.J Hampton, cotado para ser escolhido no top 10 do Draft de 2020, surpreendeu ao pular o universitário e anunciar um contrato de um ano com o New Zealand Breakers. LaMelo Ball, irmão de Lonzo, também jogará na NBL, defendendo o Illawara Hawks.

Apesar de certo otimismo, existe uma preocupação em relação ao programa. O lugar parece ideal aos jogadores que optam pelo basquete universitário, mas o salário dos atletas pode se tornar um problema no futuro.