Em 13 de janeiro de 1999, Michael Jordan anunciava que estava se retirando do basquete da NBA pela segunda vez na carreira.
Mas, diferente da primeira vez, onde ele se aposentou para jogar beisebol, sonho de seu recém-falecido pai, em 1993, agora a situação era diferente.
“Mentalmente, eu estou exausto”, disse Jordan, na coletiva de imprensa. O fim do contrato de Phil Jackson com o Chicago Bulls e as saídas de Scottie Pippen e Dennis Rodman de Chicago também pesaram.
Ele estava com 35 anos de idade e acabara de conquistar seu segundo triplete com o Chicago Bulls. E o anúncio da sua aposentadoria era mais um forte baque para a NBA como um todo, que perdia seu maior ícone enquanto vivia a maior crise de sua história.
Quando Jordan anunciou sua aposentadoria, a NBA vivia seu primeiro locaute, com donos de franquias e jogadores brigando por questões trabalhistas. A disputa prejudicou a temporada 98-99, que sequer havia começado àquela altura.
O locaute enfim terminou no dia 20 de janeiro, mas as sequelas seguiram. Aquela temporada teve apenas 50 partidas na fase regular, não foi realizado o All-Star Game, e a NBA buscava um grande ícone para substituir a imagem de Jordan.
Por sorte, logo depois desta temporada começou a dinastia do Los Angeles Lakers com Shaquille O’Neal e Kobe Bryant.
Mas Jordan não aguentou ficar longe da NBA por muito tempo. Em janeiro de 2000, ele se tornou sócio e presidente do Washington Wizards. E no ano seguinte ele retornaria às quadras como jogador
