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Na NBA, Trail Blazers surpreendem com Damian Lillard no comando

Damian Lillard é capaz de derrotar LeBron James. E Stephen Curry. E Russell Westbrook. E os Trail Blazers acreditam que chegou a vez deles.

Sucesso ou surpresa? Inesperado ou inacreditável? Essas são algumas palavras que cercam a franquia de Portland nas últimas semanas. As 13 vitórias consecutivas mostraram resultados expressivos contra os Cavaliers (113 a 105), os Warriors - duas vezes! - (123 a 117 e 125 a 108) e o Thunder (108 a 100). A chave para o terceiro colocado do Oeste ameaçar o reinado das melhores equipes da Liga é a confiança, sob o codinome de Lillard.

“Eu acho que Lillard é a principal razão para estarmos tão fortes na segunda metade da temporada por três anos seguidos. Sua liderança, determinação e vontade levam o time por um ótimo caminho. Assim como os grandes jogadores, ele faz seus companheiros melhorarem. Não é coincidência que, depois do All Star do ano passado, Damian teve médias de 30 pontos e nos levou aos playoffs. Ele está fazendo a mesma coisa agora”, disse o técnico Terry Stotts.

É verdade que na última terça-feira, contra o Houston Rockets, primeiro colocado do Oeste e da NBA, os Blazers viram a sequência ser interrompida. O placar final? 115 a 111. Quatro pontos de diferença – em uma noite em que as principais estrelas de Portland não brilharam como de costume.

Com médias de 26.6 pontos, 4.4 rebotes e 6.5 assistências nesta temporada, Damian Lillard anotou 20 pontos, pegou 4 rebotes e deu 6 passes para cestas neste jogo. Já CJ McCollum fez 8 pontos, pegou 2 rebotes e deu 3 assistências, enquanto tem média de 21.5 pontos, 3.9 rebotes e 3.2 assistências.

Apesar da derrota, os jogadores não veem a partida como algo a se lamentar, e sim como mais uma curva na complicada estrada até os playoffs, de onde tiraram lições positivas para o restante da temporada. “O fato de que tivemos uma sequência e batemos grandes times, tivemos boas vitórias fora de casa e acho que contra Houston, que é o melhor time agora, eu e CJ não tivemos uma grande noite e, mesmo assim, ainda brigamos até o final. Poderíamos ter chegado na prorrogação e perdemos por 4 pontos, mas tivemos muita confiança e, mesmo quando não temos grandes jogos, temos a chance de ganhar as partidas”, disse Lillard.

“Acho que estamos nos tornando um time muito melhor porque confiamos e contamos uns nos outros. Os caras estão mais confiantes por fazerem as jogadas certas, estão se envolvendo ofensivamente e defensivamente e, quando conseguimos esse tipo de produção, nos tornamos um time melhor”, completou o armador, que acredita estar entre os quatro principais nomes na lista dos MVPs.

Outra peça importante no desenho dos Blazers, CJ McCollum também contou o que acredita ser a chave para a arrancada do Portland Trail Blazers, que hoje ocupa a terceira colocação da disputada Conferência Oeste.

“Acho que o que é único sobre nós é que começamos a temporada com altos e baixos, derrotas em casa, mas, quando a temporada progrediu, o time ficou saudável, começamos a ganhar os jogos, vimos a defesa fazendo um grande trabalho e muitos caras cresceram. Essa é a diferença do começo da temporada”, analisou.

De desacreditados, os Blazers passaram a ser o time que desafia estatísticas, que desafia probabilidades, que desafia gigantes. É claro que deveria haver um limite: até quando os arremessos de Lillard serão tão mortais? De onde McCollum tira tanta habilidade? Quanto mais a equipe pode crescer na competição? As respostas para essas perguntas ainda estão por vir, é verdade, mas imaginá-las é justamente o charme dessa equipe.

Nesta sexta, os Trail Blazers entram em quadra em Portland, contra o Boston Celtics, segundo colocado da Conferência Leste, rumo aos playoffs. Lillard, McCollum, Nurkic e companhia estão prontos para seguir surpreendendo, atentos às palavras do treinador: “A confiança, tanto no esporte como em tudo na vida, é algo fundamental para o sucesso”.