A lesão de DeMarcus Cousins na noite de sexta-feira vai muito além do que o próprio jogador machucado, não podendo atuar pelo resto da temporada. A ruptura do tendão de Aquiles do pivô, que ocorreu a 15s do fim da vitória contra os Rockets, pode mudar o cenário da próxima intertemporada, do próprio New Orleans Pelicans e até da NBA num futuro não muito distante.
Primeiramente, vamos nos preocupar com o indivíduo. Cousins estava na melhor temporada de sua carreira, com média de 25,2 pontos, 12,9 rebotes, 5,4 assistências, 1,6 roubos, 1,6 tocos e 2,2 bolas de 3 pontos. Ele definitivamente se tornou um dos melhores e mais completos pivôs da NBA desde que chegou aos Pelicans, há exatamente um ano. Além disso, no próximo mês ele seria titular do All-Star Game pela primeira vez na carreira.
Aos 27 anos, ele vivia o auge, mas agora é improvável que retorne a essa forma novamente. O precedente para os que tiveram essa mesma lesão na NBA não é nada animador.
Recentemente, lembramos de Kobe Bryant, que basicamente encurtou sua carreira pois nunca mais foi o mesmo depois de romper o tendão de Aquiles. O mesmo aconteceu com Chauncey Billups. Brandon Jennings não está nem mais na NBA com 28 anos depois de sofrer essa mesma lesão em 2016-17.
Nenhum deles é pivô, mas o caso mais próximo foi o de Elton Brand, que rompeu o tendão de Aquiles em 2007 aos 27 anos e nunca mais foi o mesmo, deixando o status de All-Star para aos poucos ir tendo menos valor na Liga até chegar a uma aposentadoria discreta.
Cousins está em último ano de contrato e seria o principal pivô disponível. Times como Los Angeles Lakers eram especulados como possíveis destinos para ele, que estaria elegível para um contrato de 5 anos e mais de US$ 170 milhões se ficasse em Nova Orleans.
Com uma lesão dessas, onde o tempo de recuperação varia de 6 a 10 meses, é bem provável que os times sejam mais cautelosos com ele.
Para os Pelicans
Para a franquia, no momento atual, a temporada tomou um contorno preocupante. New Orleans é o sexto no Oeste (27-21) e tem apenas 3 jogos de vantagem para o nono, o Los Angeles Clippers. E Cousins era peça fundamental do time.
Com ele em quadra, os Pelicans fazem 38,8 pontos no garrafão por jogo. Sem ele, 11,3. Ou seja, Alvin Gentry vai ter que achar uma outra forma de suprir essa ausência no seu estilo de atuar.
Dos 34 jogos restantes dos Pelicans, 17 são contra times em posição de playoff atualmente, além de mais 3 contra os próprios Clippers.
No futuro
Desde que chegou à NBA, em 2012, Anthony Davis só foi aos playoffs uma única vez, em 2015, sendo varrido pelos Warriors. Certamente a competitividade da franquia nos próximos anos será um fator importante para o pivô ficar ou não além de 2020, quando ele vira agente livre.
Os Pelicans já têm mais de US$ 120 milhões comprometidos em salários na próxima temporada, acima do teto da NBA. Isso dá à franquia pouca flexibilidade para assinar com agentes livres sem ser Cousins.
De qualquer forma, a lesão de Cousins foi uma fatalidade para ele, Pelicans e o fã de NBA.
