Vice-líder da Conferência Oeste da NBA, o Houston Rockets tem contado com uma estrela improvável enquanto James Harden, principal nome do time, está de molho por conta de uma lesão na parte de trás da coxa.
Gerald Green tem apenas cinco jogos com a camisa dos Rockets e causou impacto imediato com médias de 16,8 pontos e 4,2 bolas de 3 por jogo. Nos jogos contra Warriors e Magic ele anotou 29 e 27 pontos respectivamente.
Marcas incríveis para alguém que não tinha time na NBA desde setembro. Mais que isso, Green, que não tem um dedo da mão direita – a mesma que ele usa para chutar – amputado após se enroscar no ar de uma cesta quando tinha 13 anos, estava preterido pelo basquete ao redor do mundo.
“Nenhum time me queria. Nenhum time me queria. Nem um time do exterior, nem da Liga de Desenvolvimento. Então esse foi o único time que me deu uma chance”, explicou Green, à ESPN.
E antes dessa chance com os Rockets ele estava jogando basquete sozinho. Ou quase isso.
“Tudo que eu estava fazendo era chutar na minha garagem e jogando mano a mano contra meu Rottweiler”, revelou Green.
Gerald Green, de 31 anos, resolveu até personalizar seu cabelo em homenagem aos Rockets.
E sua chegada no time não foi fácil. Afinal, a tão aguardada oportunidade de voltar à NBA veio de forma inesperada. Ele estava no hospital quando recebeu a ligação que teria que se juntar ao time em Boston.
Seu filho de 6 anos estava doente com uma reação alérgica. Green teve tempo apenas de pegar uma mochila com o essencial e foi para o TD Garden.
No jogo em Boston, na sua estreia, Green teve que usar um par de tênis emprestado de Trevor Ariza, companheiro de Rockets. Mike D’Antoni e os Rockets gostaram tanto do trabalho dele que renovaram com Green até o fim da temporada.
