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Raulzinho elogia Gui Santos e projeta futuro do brasileiro: 'Espero que seja um dos maiores brasileiros na NBA'

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Raulzinho relembra brasileiros na NBA e declara torcida para Gui Santos: 'Espero que possa continuar crescendo cada vez mais e tendo mais destaque' (0:54)

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Raulzinho está vivendo seu melhor momento dos últimos anos na Espanha. O armador, que passou oito temporadas na NBA, falou com exclusividade à ESPN sobre seu período na maior liga de basquete do mundo, recuperação na Europa e, claro, sobre Gui Santos, a sensação do Golden State Warriors em 2026.

Para Raul, que tal qual Gui, começou a carreira profissional no Minas Tênis Clube disputando o Novo Basquete Brasil (NBB), o ala do GSW tem potencial para se tornar um dos maiores brasileiros na história da NBA.

'O Brasil tem grandes jogadores. O Leandrinho, que já foi sexto homem e campeão, o Nenê, que tem uma carreira incrível, o Tiago Splitter, que foi menos tempo, mas teve anos muito importantes no San Antonio Spurs, o Varejão...são jogadores que tiveram mais tempo na NBA. Espero que o Gui consiga alcançar, ou se não passar, e ser um dos maiores brasileiros na NBA. Acho que ele tem condições, ele tá num sistema muito bom, é um sistema que a gente vê há muitos anos no Golden State. Imagino que vá continuar com Stephen Curry, Draymond Green, enquanto eles estiverem lá esse vai ser o sistema de jogo deles, e ele tá se adaptando. Espero que possa continuar crescendo cada vez mais e tendo mais destaque', declarou.

A fala de Raulzinho acontece no melhor momento de Gui Santos desde que chegou na NBA. Desde o fim de janeiro, foram oito jogos, com médias de 14,3 pontos, 39% de aproveitamento nos chutes de três, 5,1 rebotes, 3,5 assistências, 1,6 roubo e 0,9 tocos, se tornando um dos principais nomes da equipe enquanto Curry está fora por uma lesão no joelho. Uma grande sequência para o ala, que está há três anos na liga.

Raul, por outro lado, ficou oito temporadas: de 2015-16 a 2022-23. O suficiente para se tornar o quarto brasileiros com mais nogos na NBA, com 435, atrás apenas de Nenê Hilario (965), Leandrinho (850) e Anderson Varejão (632). Gui Santos, por enquanto, está com 123, na nona posição. Com passagens por Utah Jazz, Philadelphia 76ers, Washington Wizards e Cleveland Cavaliers, Raulzinho elegeu a temporada de 2020/21, pelos Wizards, como seu melhor momento nos EUA.

'Individualmente foi meu melhor ano na NBA. Terminei a temporada como titular daquele time e a gente conseguiu entrar nos playoffs, mesmo depois de ter uma chance muito baixa de entrar na metade do campeonato,' lembra.

Foi a temporada de retomada da liga após o início da pandemia de covid-19. Se 2019-20 terminou na bolha, 2020-21 foi mais curta, com 'apenas' 72 jogos por equipe, grande parte deles sem público. Mas foi justamente nesse cenário que Raul se destacou. Foram 22 partidas como titular, das 64 que entrou em quadra, com médias de 8,7 pontos, 2,4 rebotes e 2,3 assistências, com 22 minutos em quadra. Ao lado de nomes como Russel Westbrook, Bradley Beal, Rui Hachimura, Deni Avdija, Daniel Gafford e Mo Wagner, levou os Wizards ao 8° lugar na Conferência Leste, com 34 vitórias e 38 derrotas.

No play-in, perderam para o Boston Celtics no primeiro jogo, mas venceram o Indiana Pacers na sequência e foram pareados com o Philadelphia 76ers, melhor campanha da conferência, na primeira rodada dos playoffs, quando perderam por 4 a 1.

'Foi uma das poucas temporada que tive participação em todos os jogos da temporada e tive uma responsabilidade maior no time'.

Rauzlinho ainda voltou aos playoffs na temporada 2022-23, já pelo Cleveland Cavaliers, mas com papel muito reduzido na equipe. Tanto que logo após a eliminação para o New York Knicks, também na primeira rodada, o armador assinou com o Fenerbahce, da Turquia. Só que nem chegou a vestir a camisa amarela e preta. Uma lesão com a seleção brasileira, durante o Mundial de 2023, o tirou de toda a temporada. Em 2024-25, voltou às quadras no NBB pelo Pinheiros. As boas atuações chamaram a atenção do Barcelona, na Espanha, mas logo no segundo jogo pelo time catalão uma nova lesão o deixou fora de combate por muito tempo.

Desde o início da temporada 2025-26, porém, está em uma boa sequência pelo San Pablo Burgos, também na primeira divisão espanhola. Com 19 minutos de média, é um dos nomes mais experientes do time, que está na penúltima divisão da Liga ACB. Mas para Raulzinho, apesar da má fase da equipe, é o cenário ideal para retomar a melhor forma.

'Um dos motivos que vim pra cá foi para ter um pouco mais de tempo, ter um pouco mais de paciência. Não como times igual ao Barcelona, que cobram resultado desde o primeiro dia que a gente chega lá. Aqui tem isso, mas a gente tem um time com investimento menor. Jogando só um jogo por semana tenho tempo de me recuperar, tenho tempo de, aos poucos, ganhar minha forma física de novo. É bom poder voltar a jogar basquete sem lesões, pra mim hoje é o mais importante. Sei que ainda tem dias e jogos que tenho uma dor aqui, uma dor ali. Não estou no melhor físico possível, tenho algumas coisas a melhorar, mas é muito bom poder jogar basquete de novo sem ter que pensar nessas lesões.'

Último brasileiro a disputar o All-Star na NBA

Por fim, Raulzinho lembrou a participação no Rising Stars Challenge no All-Star Weekend de 2016 na NBA. Na época, ainda pelo Jazz, o brasileiro foi selecionado como um dos melhores calouros da temporada. O evento, naquele ano, dividiu os jogadores entre o Time Mundo e o Time EUA. Por isso, Raul teve a oportunidade de dividir a quadra com nomes como Nikola Jokic, Kristaps Porzingis e Andrew Wiggins, todos no começo da trajetória na liga.

Em 18 minutos em quadra, o brasileiro anotou 2 pontos e distribuiu nove assistências.

'Pra mim foi uma experiência inesquecível. Eu, no primeiro ano na NBA, poder participar, ser convidado do Rising Stars. Era um jogo um pouco diferente do que é o Rising Stars hoje, era o time mundo contra os Estados Unidos, mas pra mim foi uma experiência, não só do jogo, mas do evento em si. Um evento que eu sempre assisti da televisão, em casa, poder estar participando, ser parte de um dos três dias que acontecem o All Star foi muito bom e me deu muita confiança no primeiro ano para poder estar entre os melhores calouros desse ano,' conta.

Assista a todos os eventos do All-Star da NBA a partir desta sexta-feira (13), com transmissão da ESPN e pelo Plano Premium do Disney+.