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Quais os melhores jogadores em atividade a nunca serem eleitos para o All-Star Game?

A votação do All-Star Game 2026 está encerrada. Torcedores do mundo todo votaram nos seus jogadores preferidos na eleição das estrelas do ano. Os nomes dos 24 escolhidos serão revelados no dia 1 de fevereiro, e os jogos acontecerão no dia 15 do mesmo mês, com transmissão da ESPN pelo Plano Premium do Disney+.

Para este ano, a NBA mudou o formato da competição. Ao invés de quatro times, como em 2025, o All-Star terá três equipes, com oito jogadores cada: duas com jogadores americanos, e uma com jogadores internacionais. Os três times se enfrentarão em jogos de doze minutos, e os dois melhores farão a final.

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Enquanto os fãs aguardam o resultado da votação, que também levará em conta as escolhas da imprensa, jogadores e técnicos, alguns atletas aguardam a chance de serem All-Star pela primeira vez na carreira.

Mesmo que as partidas careçam de competitividade nas últimas edições, ser chamado para o evento é uma honraria ainda muito apreciada pelos jogadores, além de ser um carimbo de qualidade na carreira de cada um deles, podendo, inclusive, render bônus contratuais.

Por vezes, ainda que alguns jogadores joguem no mais alto nível, a concorrência com outras estrelas da mesma conferência tiram a oportunidade de disputar o All-Star. Mesmo assim, alguns nomes vivem a expectativa de aparecem nos jogos pela primeira vez.

Jamal Murray - Denver Nuggets - 25,8 pontos, 4,5 rebotes e 7,5 assistências

Murray tem um dos casos mais 'dramáticos' da NBA. Campeão em 2022-23, o armador do Denver Nuggets está há cinco temporadas com médias iguais ou maiores que 20 pontos por partida, sendo peça fundamental ao lado de Nikola Jokic. Agora, na ausência do sérvio, lesionado, assumiu de vez o papel de líder da equipe, ainda que momentaneamente, mantendo o nível em quadra e garantindo vitórias heroicas.

O fato dessas atuações ocorrem justamente na época da votação pode ter garantido o canadense no All-Star, além de nunca ter sido nomeado, o que também pode pesar para os votantes. Caso seja eleito, será o primeiro companheiro de Jokic a ser escolhido para o evento.

Deni Avdija - Portland Trail Blazers - 26,1 pontos, 7,1 rebotes e 6,9 assistências

Diferente de Murray, o ala israelense nunca foi cogitado para o All-Star em seus seis anos de carreira. Em 2025-26, porém, é o grande nome do Portland Trail Blazers de Tiago Splitter, com atuações decisivas e estatísticas que impressionam, credenciando-o, inclusive, como um dos favoritos para o prêmio de maior evolução, ao final da temporada.

Mantendo minutagem semelhante em relação a 2024-25, saltou de 16,9 para 26,1 pontos, além de 3,9 para 6,9 assistências, reforçando seu crescimento como organizador primário dos Blazers, suprindo a ausência dos armadores, lesionados. Seu Usage Rate, porcentagem das posses da equipe enquanto o jogador está em quadra que terminam com ele (arremesso, erro ou falta), pulou de 23 para 28,9%.

Jalen Johnson - Atlanta Hawks - 23,4 pontos, 10,1 rebotes e 8,1 assistências

Completo. Jalen Johnson se consolidou como o grande rosto do Atlanta Hawks, a ponto da equipe aceitar trocar Trae Young. Johnson é o segundo jogador com mais triplos-duplos na temporada (7), atrás apenas de Nikola Jokic, que tem 16. Com 2,03m, consegue atacar e defender praticamente qualquer adversário, o que torna um jogadores mais versáteis em toda a NBA.

Assim como Avdija, deve constar na briga pelo prêmio de maior evolução. O salto foi de 18,9 para 23,4 pontos, 5,0 para 8,1 assistências e melhorou o aproveitamento do perímetro de 31% para 36%. Já o Usage Rate subiu de 22,5 para 26,8%, reforçando sua importância ainda maior nos Hawks.

Norman Powell - Miami Heat - 23,9 pontos, 3,8 rebotes e 2,7 assistências

Após temporadas competentes por Toronto Raptors e Trail Blazers, Norman Powell se tornou um dos jogadores ofensivos de maior destaque na NBA pelo LA Clippers, sempre figurando com destaque nas votações para melhor sexto homem. Quando se tornou titular, os números explodiram, e sua ausência no All-Star Game da temporada passada já foi muito questionada.

Agora na Conferência Leste, pelo Miami Heat, os números são ainda melhores, incluindo um incrível aproveitamento de 41% do perímetro. Aos 32 anos, pode ser a última grande chance de Powell aparecer ao lado das outras estrelas da liga.

Franz Wagner - Orlando Magic - 22,7 pontos, 6,1 rebotes e 3,7 assistências

Desde que entrou na NBA, Franz Wagner se mostrou como um dos jogadores mais versáteis de toda a liga, sendo engrenagem crucial nas fortes defesas do Orlando Magic ao longo dos últimos anos. Embora em 2025-26 esteja com números - e atuações - levemente inferiores aos de 2024-25, o ala alemão segue em alto nível, o que pode render uma das vagas da Conferência Leste, o que o igualaria ao companheiro de equipe Paolo Banchero, que já foi eleito anos atrás, mesmo com números semelhantes.

O problema é a concorrência, uma vez que o Leste está com um número cada vez maior de estrelas, justamente num ano em que o nível de Wagner caiu.

CJ McCollum - Atlanta Hawks - 18,5 pontos e 3,5 assistências

A lembrança de McCollum ocorre mais pelo contexto da carreira que pela temporada. O armador teve médias de mais de 20 pontos em 10 das 13 temporadas como profissional, mas nunca chegou ao All-Star. Muito por conta de passar praticamente toda a carreira na Conferência Oeste e, principalmente, ao lado de Damian Lillard nos Trail Blazers. Em 2025-26, começou no Washington Wizards e foi trocado semanas atrás para o Atlanta Hawks, ainda com pouquíssimos jogos. Não deve figurar na lista do All-Star Game, mas chega a ser surpreendente que alguém com seus números nunca tenha sido eleito.

Quem também espera sua vez, mas ainda não a terá em 2026

Considerando jogadores que estão pelo menos no terceiro ano como profissional, outros nomes merecem destaque, embora não façam temporadas que justifiquem a escolha para o All-Star Game, como Derrick White (Boston Celtics), Chet Holmgren (Oklahoma City Thunder), OG Anunoby e Mikal Bridges (New York Knicks), Myles Turner (Milwaukee Bucks), Ivica Zubac (LA Clippers) e Tobias Harris (Detroit Pistons).