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Brasileiro ex-NBA desafia o tempo, supera ídolos de Mavericks e Celtics e estabelece nova meta

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Ídolo da seleção, Alex Garcia avalia carreira, lembra NBA e sonha com recorde no basquete: 'Ainda tem muito gás' (2:39)

Ex-jogador de San Antonio Spurs, New Orleans Pelicans e atualmente no Bauru, ala concedeu entrevista exclusiva ao ESPN.com.br (2:39)

Considerado um dos maiores ídolos do Dallas Mavericks, Dirk Nowitzi defendeu a franquia até os 40 anos. Aos 39, LeBron James segue na ativa com o Los Angeles Lakers pelo reinado de maior de todos os tempos. Com um ano a menos, Al Horford é peça crucial do Boston Celtics e o mais longevo das Finais da NBA.

Nesta quarta-feira (12), Mavs e Celtics se enfrentam a partir das 21h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+. Se a elite do basquete hoje vive o dilema entre o excesso de experiência de uns e a falta de outros, no Brasil e no mundo não há como citar longevidade sem lembrar Alex Garcia.

Draftado na temporada 2003/04 aos 23 anos, Alex se juntou ao então atual campeão, San Antonio Spurs, que tinha, entre seus protagonistas, Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili.

Apesar de uma boa pré-temporada, o brasileiro teve a passagem no Texas abreviada precocemente por lesões graves no pé esquerdo e no joelho direito. Ele ainda passou pelo então New Orleans Hornets, onde disputou oito partidas, antes de atravessar o mundo e levar a alcunha de "O Brabo".

Mesmo com apenas dois jogos oficiais pelos Spurs, o brasileiro ainda é lembrado pelo lendário técnico Gregg Popovich, que o elogiou em entrevista no início da atual temporada.

Desde 2014 no Bauru Basket, Garcia vive um cenário distinto daquele de 20 anos atrás e ameaçado por lesões recorrentes no início da carreira. A lição, no entanto, veio de dentro, como ele mesmo diz ao revisitar o passado.

"Acho que o Alex de hoje falaria para o Alex de ontem ter menos ansiedade. Foi a primeira fratura minha no esporte, por estresse. Eu estava muito ansioso para provar o meu valor, então chegava a ser desesperador o jeito que queria treinar, queria ficar lá, até pelo nível do time que estava. Isso afeta mentalmente, e da cabeça passa para o corpo", lembra.

Hoje, "O Brabo" é tetracampeão e terceiro maior pontuador do Novo Basquete Brasil (NBB), onde não tem apenas o nome cravado na história. Desde 2022, ele também estampa sua silhueta no logo da competição.

Antes do retorno ao Brasil, o ala foi vice-campeão da Euroliga pelo Maccabi Tel-Aviv, de Israel, em 2007/08. Ele ainda disputou as Olimpíadas de Londres, em 2012, e do Rio, em 2016, pela seleção, além de dois ouros pan-americanos e da Copa América de 2009.

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Nos EUA, o jogador mais velho a entrar em quadra foi o croata-americano Nat Hickey, que calçou os tênis com 45 anos e 363 dias de vida, em 1948, pelo Providence Steamrollers, já considerado como recorde da NBA. Aos 44 anos, Alex quer ir além.

"Não penso em parar ainda tão cedo. Eu acho que isso ajuda a ter essa longevidade no esporte, ter metas para chegar e botar na sua cabeça que você tem que ir. Quero chegar pelo menos a mais duas temporadas, porque assim vou terminar com 46 anos, e aí não vai ter jogador que vai bater isso", adiantou.