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Charles do Bronx explica importância do BMF e rebate críticas ao seu estilo: 'Será que eu estou errado?'

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Max Holloway x Charles Do Bronx, Caio Borralho x Reinier de Ridder e mais: quem vence as lutas do UFC 326? VEJA (1:22)

Holloway e Charles do Bronx se enfrentam neste sábado (7), em Las Vegas, na luta principal do card do UFC 326 (1:22)

Charles do Bronx volta ao octógono no evento principal UFC 326, que acontece neste sábado (07), a partir das 19h (de Brasília), em Las Vegas, para enfrentar Max Holloway em luta válida pelo cinturão BMF. O título "diferente" pede uma luta violenta, de muita garra e intensidade, algo que Charles já deixou claro que entregará.

As garantias de Charles, entretanto, nem sempre são bem recebidas por aqueles que torcem pelo brasileiro. No UFC 317, do Bronx deixaria claro que não fugiria do striking de Ilia Topuria nem apostaria cegamente no jiu-jitsu. Dito e feito. Ainda no primeiro round, o "Iluminado" tentou trocar golpes com o georgiano no meio do octógono e... acabou brutalmente nocauteado. E é daí que surgem algumas preocupações.

O brasileiro peso leve agora enfrenta mais um striker de altíssimo nível: Max Holloway - que nocauteou Justin Gaethje e derrubou Dustin Poirier em suas últimas lutas na categoria. E, mesmo com os ensinamentos da luta contra o georgiano, Charles mantém o mesmo discurso e não parece querer fugir dos momentos de trocação.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br em Las Vegas, Charles defendeu seu ponto de vista apontando sua evolução dentro do esporte, se tornando um lutador mais completo e com mais recursos.

"Se fosse há 15 anos atrás, era o Charles do jiu-jitsu. Eu só sabia fazer isso. Hoje eu sou lutador de MMA. E eu tenho o poder de fogo nas mãos", explica o ex-campeão dos leves.

Mas, se a fé inabalável do brasileiro em suas próprias habilidades de luta ajuda a explicar por que ele mantém sua postura mesmo após derrotas, ela ainda assim não explica o fenômeno por completo.

Oliveira reforça que foi o seu estilo menos cauteloso e mais agressivo que - para início de conversa - o levou ao título dos leves e a se tornar uma das figuras mais adoradas do mundo do MMA. Se ele apostasse em vitórias protocolares, talvez hoje não seria o "Do Bronx" que conhecemos.

"Se eu fizesse tudo que eles falassem, será que eu seria quem eu sou hoje? Será que tinha todas essas histórias? Será que eu tinha todas essas vitórias? Será que eu tinha todos esses bônus e recordes?"

"Então, será que eu estou errado ou eles que estão errados? Eu acho que quem está errado é quem está do outro lado só falando b***, essa é a real", analisa Charles.

E, com isso, o brasileiro garante mais uma luta recheada de emoções - nem sempre positivas - e que fará jus à alcunha de BMF, que é algo muito importante para do Bronx.

Apesar de ser um cinturão muitas vezes lido como "sem valor", Charles demonstra muita vontade de vencê-lo para adicionar mais uma conquista ao seu já extenso legado.

"(O BMF) vale tudo. Mais um título, mais um legado, algo que nunca aconteceu no Brasil. Imagine se eu vencer e der certo, a gente leva um cinturão no Brasil. Tem muita importância para mim", explica Charles.

Criado em 2019, o cinturão BMF até hoje só passou pelas mãos de três pessoas em todo o UFC: Jorge Masvidal, Justin Gaethje e o próprio Max Holloway. Charles não só seria apenas o quarto a alcançar a honraria, como seria o primeiro brasileiro da lista.

"É mais um cinturão, mais uma grande luta, mais uma chance de mostrar o meu trabalho e de me tornar campeão, de quebrar mais um recorde e ser o primeiro brasileiro a levar esse cinturão no Brasil", detalha Charles.

E, até pelo empolgamento aparente que Charles tem com o novo cinturão, o brasileiro despista qualquer ideia de aposentadoria, mesmo já tendo 36 anos.

"Enquanto eu senti prazer e tesão nisso, eu quero continuar fazendo, trabalhando. Como eu falei ali agora, eu fazia quatro lutas no ano, três lutas. Hoje eu faço duas. Vamos tirar o pé um pouquinho, fazer uma no ano, sabe? Não sei. Vamos ver", finaliza o ex-campeão.