Vasiliy Lomachenko tinha deixado o país na quinta, mas retornou à cidade-natal para ficar próximo à família e também lutar
O boxeador Vasiliy Lomachenko, 8º colocado no ranking peso por peso da ESPN, se juntou ao exército da Ucrânia para tentar ajudar o país a defender seu território na batalha militar contra a Rússia, que começou na madrugada da última quinta-feira (24).
Duas vezes medalhista de ouro olímpico, Lomachenko apareceu trajado com roupas militares em imagem postada em sua página no Facebook neste domingo (27). Aos 34 anos, ele havia viajado para a Grécia quando os ataques do exército russo começaram, mas retornou à cidade de Odessa para ficar ao lado da família.
Lomachenko (16-2, sendo 11 nocautes), três vezes campeão mundial em sua categoria, tem acertada uma luta para 5 de junho, na Austrália, contra o campeão dos leves George Kambosos. O acordo foi fechado pelo ucraniano no início deste mês.
Desde que perdeu combate contra Teofimo Lopez, em outubro de 2020, Lomachenko ficou um tempo de molho, após passar por cirurgia, e emendou duas vitórias consecutivas. A mais recente foi contra Richard Commey, em dezembro.
Ex-boxeador, integrante do Hall da Fama e hoje prefeito de Kiev, capital da Ucrânia, Vitali Klitschko anunciou que estava pegando em armas para se defender do ataque russo. O mesmo fez seu irmão, outro membro do Hall da Fama e ex-campeão dos pesos pesados, Wladimir Klitschko, que se alistou ao exército no início de fevereiro em antecipação à invasão.
"Estamos muito orgulhosos de nossos boxeadores, nossos verdadeiros campeões de boxe e campeões nesta guerra", disse Mykola Kovalchuk, presidente do WBC Ucrânia. "Estamos orgulhosos de ser ucranianos".
