Jogadores brasileiros estavam reunidos em um hotel em Kiev, mas saíram em comboio no último sábado (26)
O grupo de jogadores brasileiros de vários clubes da Ucrânia, como Shakhtar Donetsk e Dynamo de Kiev, conseguiu deixar o país ao lado de seus familiares neste domingo (28).
Após saírem em comboio do hotel em Kiev, na tarde do último sábado, eles pegaram um trem até a cidade de Chernivtsi, no oeste da Ucrânia. De lá, tomaram um ônibus que os levou até a Romênia.
De acordo com o jornalista romeno Emanuel Rosu, a Federação Romena de Futebol auxiliou na operação e vai levar os cerca de 50 brasileiros até o centro de treinamento da seleção da Romênia, onde eles poderão descansar e receber alimentação.
Ex-jogador do Athletico-PR, o atacante Vitinho enviou mensagem agradecendo as orações pelos atletas e seus familiares.
"Graças a Deus conseguimos atravessar a fronteira com todos bem. Quero agradecer a todos que enviaram mensagens positivas, a todos que nos ajudaram e tiraram um pouco do seu tempo para orar por nós. Não tenho palavras para agradecer vocês. Obrigado!", disse o atleta.
No último sábado, os jogadores e suas famílias viveram momentos de enorme tensão enquanto saíam em comboio do bunker até a estação de trem, enquanto eram escoltados por funcionários da Federação Ucraniana de Futebol e da Uefa.
Como as tropas russas estavam muito perto do local, era possível ouvir barulhos de tiros e explosões de bombas. Por sorte, ninguém se feriu.
Situação de outros jogadores
Ao mesmo tempo que os atletas de Shakhtar e Dynamo já conseguiram sair da Ucrânia, outros atletas ainda tentam escapar da guerra.
Em contato com Gustavo Hofman, apresentador e comentarista dos canais esportivos da Disney, Derek, Fabinho e Marlyson, do Metalist 1925, deixaram a cidade de Kharkiv e partiram para Lviv, de onde devem seguir para atravessar a fronteira com a Polônia.
Já o atacante Guilherme Smith, do Zorya Luhanks, ainda não teve a mesma sorte. Ele está tentando atravessar um posto de fronteira da Ucrânia com a Polônia, mas ainda não conseguiu.
Em suas redes sociais, o atleta relatou que foi obrigado a dormir na rua e "quase congelou" com as temperaturas negativas durante a madrugada.
"Por sorte conseguimos acender uma fogueira. É muito triste, gente. Não sabemos mais o que fazer nessa situação. Essa noite foi a mais triste da minha vida, e com certeza a pior", escreveu.
