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UFC: Rússia finalmente passa em número de campeões, mas Brasil ainda domina em número de talentos

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No UFC 251, José Aldo leva 62 golpes no rosto no 5º round, é massacrado e nocauteado; árbitro demorou a encerrar a luta? (0:52)

Brasileiro perdeu para o russo Petr Yan na madrugada de domingo em luta nos Emirados Árabes Unidos (0:52)

A tão falada ‘invasão russa’ que prometia destronar o Brasil do posto de segunda força do UFC finalmente começa a trazer frutos maiores. Neste sábado, o duelo foi direto – e com vitória europeia. Petr Yan derrotou José Aldo, ficou com o título vago dos pesos galos e fez com que a Rússia tivesse mais campeões que o Brasil pela primeira vez na história.

Sim, atualmente são dois cinturões brasileiros, mas ambos com apenas uma pessoa: Amanda Nunes. A Rússia tem dois campeões diferentes: Petr Yan e Khabib Nurmagomedov.

Mas o que isso quer dizer? Os russos já são a segunda maior força do UFC no momento?

A resposta para essa pergunta, claro, depende do ponto de vista. Sim, é verdade que os russos agora estão com dois campeões. Mas também é verdade que o Brasil povoa muito mais os topos de todas as categorias do UFC.

Apenas entre os homens, o Brasil tem pelo menos um representante no top-15 de todas as categorias. No geral, são 25 contra apenas 10 russos.

Isso, claro, faz com que o chamado ‘Esquadrão Brasileiro’ sempre tenha alguém perto de uma disputa de cinturão. Nesse momento, por exemplo, já são pelo menos dois ou três desafiantes garantidos: Deiveson Figueiredo (galos), Gilbert Durinho (meio-médios) e Paulo Borrachinha (médios).

Entre as mulheres, então, a disparidade é ainda mais evidente. A Rússia só tem uma representante entre os top-15 – Yana Kunitskaya. Já o Brasil tem os dois cinturões de Amanda e ainda mais oito representantes na elite das três categorias – o peso mosca não têm ranking.

E é exatamente essa abundância de talentos que mantém o Brasil como a segunda maior força do UFC – a mesma abundância que deixa os Estados Unidos, país-sede do Ultimate, sempre na primeira posição.

Sim, é verdade que hoje não há nenhum brasileiro campeão masculino.

Mas também é verdade que o país pode terminar o ano com três títulos entre os homens. E ainda terá posicionado outros lutadores perto do título – Thiago Marreta e Glover Teixeira, por exemplo, fazem uma luta que pode muito bem definir o próximo desafiante dos meio-pesados.

A Rússia, por sua vez, só parece tem uma chance imediata em uma categoria, com Zabit Magomedsharipov nos penas.