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Raafa vê atual formação como 'o melhor time que a W7M já teve'

Raafa vê o futuro da W7M sendo promissor com base no nível da formação atual Lucas Spricigo / Draft5

Do elenco contratado no final de 2017 pela W7M Gaming para a organização dar os primeiros passos no Counter-Strike: Global Offensive, raafa é o único que continua defendendo os Bulls. Pouco a pouco o jogador viu os companheiros partindo para novas jornadas ao longo dos últimos dois anos. Separações em alguns casos difíceis, como nas saídas de YJ e ryotz, mas que o awper soube lidar, principalmente por enxergar um futuro promissor com relação a atual formação: "Esse é o melhor time que a W7M já teve".

Relembrando todas as mudanças a equipe que já presenciou, em entrevista ao ESPN Esports Brasil, raafa afirma que "a gente sempre tentou manter a mesma base, que era formada por mim, pelo o ryotz e pelo o YJ. Sempre tentamos manter essa base e trazer novas pessoas. Íamos sempre procurando erros e tentando arrumar o time da melhor forma que conseguíamos".

O ex-Furia ablej foi a última adição feita no elenco, sendo adquirido em janeiro por empréstimo para ocupar a vaga deixada por ryotzz. O jogador caiu como uma luva na equipe, ajudando-a a avançar na seletiva válida para o Major que será disputado no Rio de Janeiro em maio e iniciar a segunda edição do Clutch com o pé direito.

"Hoje acho que tenho um time muito forte. Individualmente, é o melhor que a W7M já teve", garante raafa. Mas para o jogador só isso não basta: "O desafio é sermos bons como time e não só individualmente. É nisso que estamos trabalhando. Em uma situação de 1 vs 5 sabemos que qualquer um aqui pode ganhar, mas não queremos deixar essa situação acontecer. Queremos trabalhar como um time e é nisso que estamos focando agora".

A W7M estreou na segunda edição do Clutch com o pé direito. A equipe foi superior ao Bravos na rodada de abertura e, na segunda-feira (17), venceu outro estreante na competição: Soberano. Vitória esta que aconteceu poucas horas após o time, mais uma vez, não conseguir se classificar para um torneio internacional.

Sincero, raafa afirma que o time "não se preparou tanto" para o duelo contra Soberano "porque no final de semana tínhamos uma seletiva muito importante, que valia vaga para os Estados Unidos. Então, estávamos muito focados nesse campeonato. Perdemos no domingo e ficamos meio frustrados. Demos uma resetada para jogarmos aqui, mas foi uma série que dava para ter sido melhor da nossa parte. Mas o que importa é que conseguimos a vitória e, mesmo em um momento não tão bom assim, conseguimos o resultado que queríamos".

Na opinião do jogador, a derrota sofrida pela W7M para a Detona, de virada, que culminou na eliminação da equipe na seletiva sul-americana para o Flashpoint deixou todos de "ressaca. A galera tava sentindo um pouco ainda a derrota. Precisamos sentar e conversar para voltarmos 100%, que para mim não rolou contra o Soberano".

Raafa acredita, contudo, que o triunfo sobre o time de balero serviu para dar um gás a W7M pós-eliminação. "Deu. Sabíamos que precisávamos ganhar porque qualquer ponto que perdemos no campeonato faz muita diferença. Vimos no Clutch passado que ficamos em último por causa de um ponto e a distância para o segundo [lugar] era de, tipo, 4 pontos. Então, qualquer ponto faz muita diferença. Estamos felizes por termos conseguido o que queríamos, mas sabemos que a gente não deu nosso 100%" contra Soberano.

A segunda vitória não só serviu para reforçar que a W7M é, sim, uma das favoritas ao título do Clutch mas também mostrar para toda a comunidade que a equipe pode ocupar o posto deixado pela paiN Gaming como o melhor do Brasil. "Temos time para isso", avalia raafa, que completa dizendo que todos desejam tornar tornar o time o "melhor do Brasil".

"Existem outros times muito fortes também. Mas vamos ver o que vai acontecer nas seletivas. Tivemos a Redemption que conseguiu a vaga [no Flashpoint] em cima da Detona, o que ninguém acreditava que ia acontecer. A gente até menosprezava eles por não jogarem o Clutch, mas eles treinam muito. Então, vários times aí que treinam e chegam pelas beiradas surpreendendo. Queremos muito e temos potencial para isso. Só temos que fazer acontecer", avalia.

A MALDIÇÃO DA W7M

O awper também falou sobre a dolorosa derrota sofrida para a Detona na entrevista para o ESPN Esports Brasil. Série esta a qual, de acordo com raafa, todos na equipe sabiam que era "doida porque tínhamos ela muito na mão, mas sabemos que cometemos muitos erros". De cabeça erguida, o jogador garante que ele e os companheiros sabem que a W7M "é um time muito preparado para ganhar se consertarmos os erros que cometemos".

"Começamos bem e, em muitos momentos, tivemos o jogo na mão. Fizemos um 12 a 3 na Nuke de CT já ganhando a série por 1 a 0, então estávamos bem na partida. Mas cometemos alguns erros e eles aproveitaram. A Detona é um time muito forte. Eles aproveitaram e levaram [o confronto] para o terceiro mapa. Cometemos vários erros e eles ganharam", relembra.

Por mais que a recente tentativa do time em se classificar para um torneio internacional tenha terminado numa desilusão, raafa revela que todos na equipe brincam "que temos a maldição de não conseguirmos nos classificar para esses torneios. Tanto é que a gente jogou [um classificatório para] a DreamHack Rio, um campeonato internacional mas que foi no Rio, e a gente se classificou, enquanto na mesma semana jogamos a seletiva para DreamHack Dallas, que contou com os mesmos times, tudo igual, e aí perdemos na final e não conseguimos classificar".

Brincando, raafa fala que, de certa forma, a equipe se agarrou à crença da W7M conseguir se classificar para um torneio internacional que é disputado no Brasil quando a conversa mudou para o Major que acontecerá no Rio de Janeiro: "Pelo lado bom pode ser que a gente se classifique para o Major. Então, estamos focados nisso. Levamos na brincadeira e sabemos que, uma hora ou outra, da forma que estamos trabalhando, jogando bem, o resultado vai vir. Então, a gente fica só na brincadeira".

"Queremos muito estar [nesse campeonato] porque treinamos muito para isso. Nos classificamos para a seletiva já no primeiro pré-classificatório, então ganhamos muita confiança nisso", finaliza.