Bahia abre proposta de R$ 1 bilhão do Grupo City para comprar o clube; veja como o dinheiro seria usado

Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, dono do Manchester City, durante partida da Premier League, no Etihad Stadium Andrew Yates/Getty Images

Clube apresentou nesta sexta-feira os detalhes da proposta feita pelo City Football Group para aquisição da SAF do Esquadrão de Aço


O Bahia apresentou, nesta sexta-feira (23), detalhes da proposta oficial do City Football Group, dono do Manchester City e outras filiais, pela compra da SAF do clube.

Por 90% dos direitos da equipe, o grupo trará aporte de R$ 1 bilhão, com 50% sendo destinado à compra de jogadores, 30% ao pagamento da dívida e 20% para investimentos em infraestrutura, base, capital de giro, entre outras coisas.

O prazo dado ao clube para uso do dinheiro é 15 anos, com a diretoria garantindo que o mesmo será feito em cinco. Ainda existirá a obrigação contratual de manter a folha salarial de toda a empresa no que for maior: R$ 120 milhões ou 60% da receita bruta da SAF, sem contar transferências de jogadores.

Todas as dívidas da associação civil serão liquidadas e a marca seguirá nos 10% de propriedade dessa associação. Com isso, questões como hino, brasão, escudo, símbolos, apelidos e cores não poderão ser modificados. O clube ainda garantiu que programas como o 'Camisa Popular' e o 'Bermuda e Camiseta' serão mantidos.

Sendo aprovado por sócios, o Bahia irá repetir o mesmo processo que ocorreu com Botafogo, Cruzeiro e Vasco, com toda a gestão do futebol, profissional e de base, masculino e feminino, sendo feita pelo grupo.

A intenção do grupo City de comprar um novo clube na América do Sul não é nova. Conversas com outras equipes do Brasil, como o Atlético-MG, chegaram a existir, mas não avançaram. O Bahia terá investimentos menores, somente, do que o Manchester City na escala organizacional do grupo.

Veja a nota oficial divulgada pelo Bahia:

O Esporte Clube Bahia e o City Football Group confirmaram hoje que o CFG apresentou uma proposta para adquirir 90% do Bahia, com os 10% restantes permanecendo à Associação do clube.

Guilherme Bellintani, presidente do Bahia, e Ferran Soriano, Diretor Executivo do City Football Group, reuniram-se com os conselheiros tricolores para apresentar as propostas de investimento.

Se a proposta for aprovada pelos órgãos competentes de governança do Esquadrão, o veículo de investimento será uma Sociedade Anônima de Futebol (SAF) a ser incorporada pelo Bahia, com o City Football Group posteriormente se juntando como acionista em busca do desenvolvimento de uma estratégia de longo prazo para o Bahia.

As prioridades incluem o fortalecimento do desempenho das equipes masculina e feminina em campo e o sistema de categoria de base em todos os níveis e idades, visando o objetivo de jogar um futebol de primeira linha na Série A do Campeonato Brasileiro e em competições continentais.

Garantir sustentabilidade financeira, melhorar o clube e sua infraestrutura, atender aos torcedores e programas sociais de apoio à comunidade local são fundamentais para o compromisso do CFG em desenvolver o Bahia em um clube de futebol de classe mundial para o Brasil.

CFG e Bahia também confirmaram que a identidade, as cores e o hino do Esquadrão não mudarão.

Sujeito a todas as aprovações e processos, o investimento proposto permitiria ao Bahia quitar a totalidade de obrigações de dívidas existentes e incluir um robusto programa de financiamento para investir em jogadores.

Após as apresentações de hoje, o Conselho enviará parecer em até dois meses aos sócios do clube para que eles possam votar a proposta numa Assembleia Geral.

O Bahia se tornaria o 13º clube da família global do City Football, que ganhou ligas nacionais na América, Austrália, Bolívia, Inglaterra e Índia nos últimos dois anos.