Juninho revela o que ouviu de Tite após críticas sobre ir direto ao vestiário após derrota do Brasil nos pênaltis

Tite durante Croácia x Brasil pelas quartas de final da Copa do Mundo do Qatar David S. Bustamante/Soccrates/Getty Images

A queda da seleção brasileira nas quartas de final da Copa do Mundo do Qatar, em 2022, não sai da cabeça daqueles que foram para o Mundial em busca da sexta estrela para o Brasil.

E um dos momentos mais marcantes da derrota para a Croácia, nos pênaltis, foi a caminhada do técnico Tite rumo aos vestiários após o apito final do árbitro Michael Oliver.

A atitude do treinador, que foi criticada por imprensa e torcedores no Brasil, foi defendida por pessoas que estiveram ao lado do técnico no ciclo para o torneio de seleções.

Entre os defensores está Juninho Paulista, que foi coordenador da seleção brasileira no Qatar e ‘braço direito’ de Tite dentro da Confederação Brasileira de Futebol.

“Nos pênaltis, ele estava com todo mundo e tinham vários jogadores ali. Quando terminou, já parti para os jogadores que estavam em campo. Ele ficou com esse pessoal todo. Foi uma tristeza muito grande para ele. Acho que foi um dos piores momentos da vida dele, da carreira. Teve a Bélgica (em 2018), mas (para o Qatar) teve um ciclo inteiro, a confiança era muito grande nesse período”, disse Juninho em entrevista ao portal ge.

“Tudo caiu em cima da cabeça dele. Sempre cai em cima da cabeça do treinador primeiro a eliminação. Mesmo assim ele ficou ainda com o pessoal ali próximo, não teve essa atitude de entrar em campo, mas ele é muito introspectivo”.

Após o empate em 0 a 0 no tempo normal com atuação histórica do goleiro Dominik Livaković, o Brasil chegou a ficar em vantagem com Neymar, já na prorrogação, mas cedeu o empate a quatro minutos para o fim do tempo extra, levando a disputa para as penalidades.

“Ele foi sofrer sozinho, foi chorar sozinho. Estava lá no vestiário e até ele ficou espantado quando, no outro dia, tiveram essas notícias. Ele até perguntou depois: ‘Pô, mas fiz alguma coisa errada?’ . Eu falei: ‘Não, de maneira nenhuma’. Cada um sofre da maneira que sente na hora, né? Na hora você não pensa nessa obrigação, na hora você quer viver o seu luto”.