Ídolo inglês vê vantagem do Brasil contra europeus e fala de João Pedro: 'Tem o que é preciso para ser Ronaldo?'

A não convocação de João Pedro para a Copa do Mundo de 2026 foi uma das principais surpresas da lista divulgada por Carlo Ancelotti. Na Inglaterra, a repercussão da ausência do atacante do Chelsea foi grande.

Emile Heskey, ex-atacante que atuou pela seleção inglesa nas Copas de 2002 e 2010, criticou a decisão do treinador italiano em não convocar o jogador para a Seleção Brasileira.

"Eu gostaria de ter visto o João Pedro convocado, porque ele não é aquele camisa 9 tradicional, se movimenta muito. Mas será que ele tem o que é preciso para ser o novo R9? Quem tem? Aí estamos falando de uma responsabilidade enorme, e talvez a principal opção para assumi-la seria ele”, analisou, em comentário feito na plataforma Hajper.

Com nove jogos em Copas do Mundo, o ex-atacante do Liverpool também cita Richarlison, do Tottenham, mas destaca a temporada abaixa do jogador brasieiro - 12 gols e 5 assistências, em 42 jogos.

“Você olha para o Richarlison, por exemplo, e ele já marcou alguns gols pela Seleção. Eu lembro daquela semi-bicicleta dele. Ele tem muita capacidade, mas não teve uma grande temporada"

Heskey também faz uma análise das chances da Seleção Brasileira contra as principais forças da Europa. O ex-atacante destaca as constantes comparações que as últimas gerações, que não conquistaram uma Copa do Mundo, sofrem, absorvendo certa pressão.

"Eu sei que a mídia e os torcedores não estão nada satisfeitos com a atual Seleção Brasileira, e isso já diz muita coisa. Talvez todos nós tenhamos sido mal-acostumados durante tantos anos vendo o Brasil ter jogadores extraordinários em outras épocas, e agora o time “só” tem bons jogadores — e isso acaba não sendo suficiente", comentou.

O inglês, porém, demonstra otimismo e ainda aponta uma vantagem para os brasileiros.

"Estamos vivendo uma fase em que o Brasil sofre em comparação com a própria história, mas essa pode ser justamente a Copa em que eles voltem a vencer. Porque nunca dá para duvidar do Brasil sendo competitivo neste verão, principalmente quando você pensa no clima e no calor. Os jogadores brasileiros estão acostumados a atuar nesse tipo de temperatura durante um verão quente nos Estados Unidos", completou.

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