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São Paulo quitou dívida de R$ 2,1 milhões com Crespo dias antes de demissão

Dias antes demitir Crespo, o São Paulo quitou uma dívida de R$ 2,1 milhões, oriunda ainda de sua primeira passagem pelo clube e que estava pendente de pagamento.

A informação circulou pelo Morumbi no dia da última reunião do Conselho e gerou um alerta de conselheiros fiscais, pois a nova demissão gerou mais um pagamento aos cofres do clube que não estava previsto no orçamento aprovado para este ano.

No total, Crespo recebeu R$ 2,1 milhões de um "acordo trabalhista" com o São Paulo, fruto de sua primeira passagem pelo Morumbi, em 2021, quando conquistou o Campeonato Paulista.

O problema é que, agora, a nova saída do técnico argentino vai custar mais 3 meses de salários do treinador ao São Paulo.

Ele ganhava em torno de R$ 630 mil no Morumbi. Porém, se contabilizados direitos de imagem e os ganhos de membros da comissão técnica, os valores podem chegar a R$ 4 milhões.

Em 2026, o argentino dirigiu o São Paulo em apenas duas competições no momento: foi eliminado na semifinal do Paulistão, novamente para o Palmeiras, mas começou o Brasileirão em grande estilo, somando 10 dos 12 pontos possíveis.

Os conselheiros também lembraram que a saída de Zubeldia já havia gerado um alto custo, em torno de R$ 3 milhões. Hoje, ele está no Fluminense.

O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou, na última quinta-feira (26), o balanço financeiro do ano de 2025, o último da gestão Julio Casares à frente do clube.

O balanço apresentado pelo clube teve um superávit de R$ 56,8 milhões, muito por conta da arrecadação recorde próxima de R$ 1 bilhão, em um ano marcado por muitas vendas de jogadores, que representaram R$ 283,7 milhões, superando a meta orçamentária de R$ 154,8 milhões.

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