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Como caneta emagrecedora acirrou racha político no São Paulo e crise que gerou demissões no DM

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Após problema cardíaco, Oscar decide se aposentar do futebol; Fala a Fonte traz informações (1:12)

André Hernan traz informações sobre a decisão do jogador no Fala a Fonte desta sexta-feira (12) (1:12)

Após mais uma temporada frustrante, marcada por muitas lesões de atletas, o que praticamente impossibilitou um desempenho melhor dentro dos campos, o São Paulo decidiu se mexer e, nesse mês de dezembro, iniciou uma faxina em seu departamento médico, com demissões de médicos e fisiologistas. A informação foi antecipada pelo Uol e confirmada pela ESPN.

Nas últimas semanas, o Tricolor desligou quatro profissionais da área médica. Alguns dias antes, outros seis funcionários de diversas áreas, como rouparia, massagem e segurança, souberam de suas saídas em meio a um churrasco de confraternização de fim de ano no centro de treinamento.

Em meio a esse processo, alguns modelos de trabalho comuns dentro do clube vieram à tona e vêm aflorando a questão política. Um deles é da utilização de canetas emagrecedoras, algo cada vez mais popular entre as pessoas que desejam emagrecer, mas que supostamente estão sendo usadas também com alguns atletas.

De acordo com apuração da ESPN, esse método teria chegado ao Tricolor através do Dr. Eduardo Rauen, figura conhecida e importante no São Paulo, que iniciou a trajetória em Cotia, e começou a trabalhar no CT com alguns atletas, entre eles Lucas Moura.

Depois que ele indicou a utilização esporádica para dois jogadores, que apesar de não estarem machucados, não estavam sendo utilizados, isso dividiu opiniões no clube.

O medicamento, que não é o mounjaro, cada vez mais popular, e sim um outro importado e aprovado pela Anvisa, aflorou uma guerra política dentro do São Paulo.

Apesar disso, nos corredores do Morumbis e também da Barra Funda, a alegação é que não foi por causa disso que jogadores se lesionaram tanto. O clube, aliás, admite apenas 49 lesões na temporada, e não leva em consideração casos como viroses, ou outros problemas de saúde, como os enfrentados por Oscar e Luiz Gustavo.

O entendimento da alta cúpula tricolor era que o departamento médico, a fisoterapia e a fisiologia foram muito criticados ao longo de 2025, o que fez a diretoria se movimentar em busca de "profissionais novos" e com "ideias diferentes" para os processos conduzidos no CT e no Reffis.

Até o momento, o São Paulo já registra 23 saídas. 15 funcionários demitidos, mais três dirigentes que entregaram seus cargos e mais cinco jogadores que também não permanecerão.

Profissionais que serão contratados agora irão seguir a metodologia imposta por Rauen, algo que faz parte da reorganização do departamento médico do clube.

Após a repercussão do caso, o São Paulo emitiu uma nota oficial e explicou a utilização do medicamento:

"O São Paulo Futebol Clube vem se manifestar sobre a falsa polêmica de utilização do medicamento Mounjaro.

- O Clube preza em primeiro lugar, pela reputação, bem-estar, e proteção de todos seus atletas e colaboradores. Por isso, repudia veementemente a divulgação de informações sem confirmação ou autorização de quaisquer pessoas, sobretudo envolvendo questões de saúde. Quaisquer tipo de ações dessa natureza, em busca de publicidade e notoriedade em redes sociais, sem nenhuma autorização de supostos envolvidos, são levianas.

- ⁠A respeito do uso do medicamento, foram realizados tratamentos médicos individualizados, indicados de forma pontual após avaliações clínicas criteriosas em apenas dois atletas do time profissional, e não de maneira generalizada, contínua e indiscriminada. Sendo, no mínimo, desonesto relacionar a medicação como motivo do alto número de lesões na temporada.

- ⁠O Mounjaro é um medicamento regularizado e autorizado pela Anvisa, fabricado pelo laboratório Eli Lilly, um dos maiores e mais respeitados do mundo. Não há qualquer irregularidade no uso do produto, desde que seja de procedência de fabricação original e, como no caso, com indicação, acompanhamento e prescrição médica.

- O Clube, mais uma vez, afirma que preza pela saúde de seus atletas em todas as categorias e, por isso, busca sempre a excelência profissional em todos os departamentos de saúde.

- Qualquer conduta na área de saúde praticada por profissionais no clube, sejam prestadores, consultores ou colaboradores, é feita dentro de todas as normas e regulamentações exigidas pela ética profissional e pela legislação vigente."