O Real Madrid adicionará um novo estádio para a sua história nesta terça-feira (24), quando enfrenta o Braga pela 3ª rodada da fase de grupos da Champions League, às 16h (de Brasília): o Estádio Municipal de Braga.
Conhecido pela pedreira que fica ao fundo de uma das traves e que apelida o local, a arena de aproximadamente 30 mil lugares completará 20 anos no final de dezembro – e uma lista de polêmicas.
A começar por sua inauguração. Construído para a disputa da Eurocopa de 2004, quando recebeu dois jogos da fase de grupos, o projeto tinha um custo inicial de 32,5 milhões de euros (R$ 173,9 milhões na cotação atual).
O custo total das obras, porém, é até os dias atuais alvo de críticas por conta do superfaturamento, ultrapassando os 200 milhões de euros, o equivalente a R$ 1 bilhão nos dias de hoje.
Atualmente, uma nova polêmica surgiu desde o anúncio da venda do estádio neste mês de outubro, com as autoridades locais afirmando que o negócio sairá por um "valor razoável".
No último dia 16, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, afirmou que a possibilidade "vem ganhando força" e que o valor é superior a 15 milhões de euros (R$ 80,25 milhões). Uma das formas de estancar a sangria do superfaturamento.
Apesar disso, o estádio não é um dos candidatos a receber partidas da Copa do Mundo de 2030. Em Portugal, os favoritos são o Estádio da Luz, do Benfica, o Estádio do Dragão, do Porto, e o estádio José Alvalade, do Sporting, justamente a casa dos três principais clubes do país.
No Mundial ou não, o estádio viverá sua oitava partida de fase de grupos da Champions, com apenas duas vitórias até hoje, incluindo sobre o Arsenal em 2010, mas cinco derrotas.
