O ano é 2010, o Manchester City acabara de passar por uma drástica mudança na sua gestão após ter sido adquirido pelo grupo árabe Abu Dhabi United Club, transformação que faria o clube subir completamente de patamar no cenário doméstico e continental, tornando-se uma das agremiações mais ricas e com uma das ascensões mais rápidas durante o período.
Oito anos depois, os Citizens estão, indiscutivelmente, consolidados como uma das maiores forças do futebol europeu, e grande parte desse sucesso passa pelos pés e pela cabeça de um homem: Yaya Toure.
Ele se juntou ao City após a sua cláusula de 28 milhões de euros (cerca de R$118 milhões) ter sido ativada junto ao seu ex-clube, o Barcelona. Desde sua chegada à Inglaterra, levantou três troféus da Premier League (2011/12, 2013/14 e 2017/18), conquistou um título da FA Cup, em 2010/11, e também sagrou-se vencedor da Copa da Liga Inglesa em duas oportunidades (2013/14 e 2015/16).
Embora tenha acumulado glórias em Manchester, a atual temporada, apesar de histórica para a equipe, foi relativamente indigesta para o marfinense. Mesmo tendo conquistado o título da Premier League de forma avassaladora, além de ter ganhado a Copa da Liga Inglesa, Toure considera que não foi aproveitado suficiente pelo técnico Guardiola, já que acredita que ainda poderia ter rendido em alto nível durante a campanha - ele não foi escalado como titular em nenhuma partida do Campeonato Inglês neste ano.
''Eu estou muito desapontado de não ter jogado. Eu gostaria de ter sido mais importante dentro de campo, não fora dele'', disse, frustrado, o meio-campista de 34 anos. ''Talvez eu seja mais respeitado quando me aposentar. [...] Pelo que conquistei e fiz aqui, eu não acho que eu recebo o respeito merecido'', desabafou.
Internamente, porém, Yaya valoriza a ótima relação com seus companheiros de equipe: ''Por isso você vê os caras do time cantarem meu nome e brincarem sempre comigo. Eles me dão o respeito que eu mostro a eles.''
O fim está cada vez mais próximo para o camisa 42 no Etihad Stadium. Aliás, Toure já pensa sobre as solenidades que serão feitas em sua eventual despedida: ''Vai ser bom, mas também vai ser ruim para mim, mas eu estarei mais feliz pelos torcedores. Será triste porque eu sentirei muita falta deles, e também dos meus companheiros. Sentirei saudades do meu pequeno Sterling, do meu pequeno Sané - eles são meus bebês.''
