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Klopp ativa 'modo sincerão' em despedida ao Liverpool e dispara indiretas a Manchester City, Chelsea e United

Jürgen Klopp durante evento de despedida ao Liverpool, na Inglaterra Peter Byrne/Getty Images

Após uma série de homenagens, que ocorreram antes mesmo do seu jogo de despedida no Anfield Road diante do Wolverhampton, Jürgen Klopp enfim se despediu do Liverpool. E foi durante uma festa, onde o técnico alemão aproveitou para "alfinetar" os seus principais rivais.

Durante o evento, chamado de "Danke, Jürgen" (Obrigado, Jürgen, na tradução), Klopp disparou uma série de declarações em que citou - indiretamente - Manchester City, United e Chelsea.

Sobre o atual tetracampeão, o agora ex-comandante fez uma menção às 115 violações das regras financeiras da Premier League das quais o City é acusado, indicando que poderia ter sido campeão inglês mais vezes.

A provocação começou após John Bishop, um dos anfitriões do evento, ironizar o fato.

“Você deixa este clube depois de vencer a Premier League uma vez... Pode haver uma decisão judicial que signifique que você ganhou a Premier League três vezes", disse Bishop, que foi interrompido por Klopp.

"Se você organizar um desfile de ônibus, eu estou dentro! Quanto tempo leva, não me importo", disparou o alemão.

Ainda no tema de gastos excessivos na janela de transferências, Klopp afirmou que não se arrepende de não poder ter contado com grandes nomes, tais quais como Klylian Mbappé, Jude Bellingham ou Erling Haaland, deixando claro que isso não faz parte do "jeito" do Liverpool de ser.

"Imagine que Kylian Mbappé tenha sido contratado. Imagine que Bellingham também, Haaland. Não somos nós, simplesmente não cabe. Ganhamos o que ganhamos e fizemos do jeito do Liverpool. Tivemos conversas difíceis, e outros clubes não fizeram isso ao mesmo tempo."

Em seguida, o treinador cutucou o Chelsea. Sobretudo no que diz respeito à chegada de seu novo dono, o empresário norte-americano Todd Boehly, que desde que chegou demitiu todos os técnicos que contratou.

"Deveríamos estar muito felizes por termos esses proprietários e não caras que compraram clubes de Londres e outras coisas”, disse.

"Eu não teria sobrevivido um ano no Liverpool (com eles no comando)", prosseguiu.

“'Grande desenvolvimento, mas não o suficiente, demita-o!' Um ano depois: 'Demita-o.' Então, finalmente, eles jogam futebol onde as pessoas pensam que eles podem voltar e demitem o técnico de qualquer maneira", concluiu.

Por último, Klopp ainda citou indiretamente o United, criticando a forma como o clube lidou com a contratação de Jadon Sancho, que custou 85 milhões de euros (R$ 519 milhões à época), mas não foi bem aproveitado no Old Trafford. Atualmente emprestado ao Borussia Dortmund, o atacante está na final da Champions League.

“Se o mundo inteiro perder a confiança e a fé no jogador, o técnico terá que ser quem está por trás do jogador”, disse.

"Não posso simplesmente acreditar nisso, 'ele é inútil', como outros clubes fizeram, aliás, comprando um jogador por £ 80 milhõe e depois o emprestando", finalizou.