Abel explica expulsão no final de Palmeiras x Fluminense e reclama muito de gol sofrido: 'Quem compete para ser campeão não pode'

Em entrevista coletiva após a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, nesta quarta-feira (25), pelo Campeonato Brasileiro, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, reclamou muito do gol sofrido pelo Verdão.

Na partida, o Alviverde abriu 2 a 0 rapidamente, mas depois foi vazado por Lucho Acosta, que, mesmo cercado por dois atletas na área, conseguiu virar e chutar para marcar.

De acordo com o treinador, uma equipe que luta para ser campeã não pode permitir lances desse tipo.

"Sobre o jogo, nós criamos muitas oportunidades, nosso adversário também, e acho que, na minha opinião, e depois cada um faz a narrativa que quiser: nós entramos no jogo muito fortes, fizemos 2 a 0, depois tomamos um gol que não podemos sofrer", afirmou.

"Quem compete para ser campeão não pode sofrer esse gol da forma que foi, nem da forma que perdemos a bola. O adversário, a partir desse momento, entrou no jogo outra vez. Foi um gol que tirou um pouco da nossa confiança", acrescentou.

"Para os que gostam de analisar futebol: é possível jogar sem centroavante e criar chances de perigo. Foi o que fez nosso adversário hoje. Jogou com quatro homens no meio, pontas bem abertos, fazendo saída a três, preenchendo bem o meio e deixando os pontas abertos. Essa equipe [Fluminense] nos últimos sete jogos não tinha perdido. Como eu disse: é possível uma equipe jogar bem sem centroavante, foi isso que eles fizeram", explicou.

"Sobre oportunidades de gols, eles tiveram muitas oportunidades, mas nós tivemos também. E a forma como sofremos o gol é mais demérito nosso do que mérito deles, em relação àquele gol específico. Depois, sim, nosso goleiro fez boas defesas. Para quem gosta de espetáculo e futebol, foi, sim, um jogo aberto o tempo todo", apontou.

"Nosso adversário poderia ter marcado, mas o Palmeiras também poderia, mandamos duas na trave, chegamos uma com o Maurício em que roubamos a bola. Falando do aspecto tático, nenhum dos nossos zagueiros conseguia marcar ninguém, porque os meias andavam para trás e nossos zagueiros não marcavam ninguém. Fizemos a correção no intervalo, depois alguns jogadores ficaram mais cansados, normal no futebol brasileiro", observou.

"Foi um jogo equilibrado, como se previa, contra uma equipe que estava muito confiante. Foi um belo espetáculo para quem assistiu em casa, um jogo em que os dois times jogaram até o final para tentar ganhar", complementou.

Questionado sobre seu entrevero com a equipe de arbitragem após o jogo, que fez com que levasse mais um cartão vermelho, Abel se explicou.

De acordo com o português, ele reclamou com o 4º árbitro (Luiz Augusto Silveira Tisne) em um lance de lateral, e o juiz ordenou sua expulsão.

"Estamos no último minuto de jogo, há um arremesso na linha lateral, o árbitro marca para eles, eu reclamo e o 4º árbitro deve saber melhor do que eu... No último jogo, eu fui expulso pelo (Raphael) Claus por bater palmas... Se eu estou no estádio e não posso bater palmas, aonde é que eu vou bater palmas? "Não sei...", ironizou.

"Reclamei, sim, como reclamei com uma bola que era tiro de meta e o árbitro trocou para escanteio. Foi a primeira vez que eu vi! O árbitro falou que foi o VAR, mas o VAR não intervém... Eu não entendo. Mas tudo certo, estamos todos sujeitos a erros, eu posso errar, o árbitro também pode errar, e, dentro do jogo, como é sabido, muitas vezes o árbitro, e isso aconteceu no intervalo, ele dá dura... Acho que o 4º árbitro deve ter ficado melindrado porque eu protestei, porque o lateral era nosso, e quem me expulsou foi o 4º árbitro. Não entendi o porquê, ponto", finalizou.

Com o resultado, o Palmeiras vai a 10 pontos e continua na liderança do Brasileirão, empatado na pontuação com o São Paulo, mas à frente no saldo de gols.

Cabe citar que o Bahia também tem chance de chegar a 10 pontos, mas o jogo do Esquadrão pela 4ª rodada foi adiado e ainda não tem data para acontecer.

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