Werdum relembra confusão com Popó, revive rivalidade com Cigano e revela próximos passos da carreira

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Fabrício Werdum explica confusão com Popó: 'Já senti que o clima não estava bom' (2:53)

Um dos maiores nomes da história do MMA brasileiro, Fabrício Werdum abriu o jogo sobre momentos marcantes da carreira em entrevista exclusiva à ESPN. O ex-campeão do UFC relembrou a confusão envolvendo Acelino Popó Freitas no Spaten Fight Night 2, falou sobre a relação atual com o tetracampeão mundial de boxe e também reviveu os bastidores da rivalidade contra Junior Cigano.

Vivendo uma nova fase fora do octógono, Werdum atualmente divide a rotina entre palestras, podcasts, produção de conteúdo digital, onde é creator da BetNacional, e compromissos comerciais. Mesmo assim, o gaúcho voltará a lutar ainda este ano. O terceiro capítulo da rivalidade contra Cigano já está marcado para o dia 8 de agosto, em Florianópolis, pelo Kings Championship.

A trilogia entre os dois começou há 18 anos. O primeiro confronto aconteceu no UFC 90, em 2008, quando Cigano venceu por nocaute ainda no primeiro round. Já a revanche veio em 2023, em duelo sem luvas, novamente com vitória de Cigano, desta vez por decisão dividida.

Durante a entrevista, Werdum relembrou justamente a preparação para o segundo combate e revelou que passou por um dos períodos mais difíceis fisicamente da carreira. Segundo ele, foram cinco lesões em apenas 60 dias de treinamento, incluindo a fratura de dois dedos do pé faltando menos de duas semanas para a luta.

Mesmo convivendo com dores constantes, o ex-campeão afirmou que nunca cogitou desistir do confronto por toda a história construída entre os dois ao longo dos anos. O período acabou virando tema do documentário "Acima da Dor", que mostra os bastidores emocionais e físicos do retorno aos treinos na Kings MMA, nos Estados Unidos, ao lado de Rafael Cordeiro.

Outro assunto abordado por Werdum foi a confusão generalizada envolvendo integrantes das equipes de Popó e Wanderlei Silva após o Fight Music Show. Segundo ele, o clima ruim já era perceptível antes mesmo do evento começar. O gaúcho revelou que chegou a mandar mensagens para Popó tentando evitar problemas nos bastidores.

Quando a briga aconteceu, Werdum afirmou que agiu de forma natural para defender os amigos, principalmente após ver Wanderlei muito machucado durante a confusão. Apesar disso, destacou que não houve intenção de machucar ninguém gravemente.

Após toda a repercussão, a relação entre Werdum e Popó acabou esfriando. O ex-lutador reconheceu que houve um pedido de desculpas por parte do tetracampeão mundial de boxe, mas admitiu que o episódio mudou a amizade entre eles.

Além dos temas mais recentes, Werdum também relembrou momentos históricos da carreira, como a vitória sobre Fedor Emelianenko, considerada por ele um divisor de águas, e a conquista do cinturão peso-pesado do UFC diante de Cain Velasquez no México.

Hoje morando em Florianópolis, Werdum afirmou que imaginava ter uma vida mais tranquila após deixar o auge das competições, mas revelou que a rotina segue intensa. Apenas em 2025, segundo ele, foram 87 viagens entre eventos, palestras, podcasts e gravações.

O ex-campeão também contou que recentemente passou por uma reconstrução completa do nariz após anos convivendo com dificuldades respiratórias causadas pelas lesões acumuladas na carreira.

Mesmo sem se considerar oficialmente aposentado, Werdum admitiu que não pensa mais em retornar de forma fixa ao MMA profissional. Ainda assim, a trilogia contra Cigano representa um capítulo especial para encerrar uma das rivalidades mais marcantes do peso-pesado brasileiro.