Técnico do Palmeiras na reta final do Campeonato Brasileiro de 2012, que terminou com o Verdão entre os quatro rebaixados para a Série B, Gilson Kleina concedeu entrevista ao Charla Podcast, do Youtube, e contou como foi o clima de tensão após a segunda queda do Alviverde para a segunda divisão em sua história.
Contratado pela direção do clube na época após a saída de Luiz Felipe Scolari, Kleina tinha uma missão quase impossível de livrar o Palmeiras do rebaixamento, que aconteceu até mesmo com antecedência. “De 12 jogos eu tinha que ganhar 9”, iniciou o técnico.
“Eu caí contra o Flamengo, em Volta Redonda. E aí vem um turbilhão. Cair com o Palmeiras, vou falar para você, eu nunca vi tanto carro de polícia na minha vida. Nós viemos escoltados do RJ até São Paulo. Tinha fechado a Marquês de São Vicente, tivemos que entrar por um outro lado...”, detalhou.
Para deixar a situação do Palmeiras ainda mais caótica, além da queda para a Série B, o clube vivia um período de eleição. Na época, Paulo Nobre, um dos principais responsáveis pela “revolução” ocorrida no clube, venceu o pleito e assumiu o Verdão na vaga de Arnaldo Tirone.
Com um elenco em frangalhos e sem a possibilidade de contratar reforços por conta do período eleitoral, o Palmeiras sofreu para montar um plantel em meio à crise financeira. E, segundo Gilson Kleina, o lateral-direito Fagner, hoje do Cruzeiro e com vasta história no Corinthians, quase vestiu a camisa do Alviverde em 2013.
“Lá no Palmeiras é o seguinte: enquanto não acontece a eleição, não é possível contratar jogadores. Por isso eu sou muito grato ao Fernando Prass. Nós o contratamos e era para vir o Fagner também, o lateral-direito, que estava no Vasco, depois levaram ele para o Corinthians. O Prass sustentou e ficou. Depois ele virou ídolo...”, explicou Kleina.
O treinador foi o responsável por conduzir o Palmeiras na campanha de retorno à primeira divisão e permaneceu no clube até maio de 2014. Atualmente, com 57 anos, Gilson Kleina está à frente do Boavista, do Rio de Janeiro.
