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Abel compara Palmeiras ao Bragantino e freia euforia com garotos: 'Não esqueço o que aconteceu com Jhon Jhon'

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Abel analisa orçamento do Palmeiras e rebate sobre gastos com reforços: 'Não gastamos R$ 700 milhões' (1:33)

Palmeiras x Mirassol se enfrentaram pela 3ª rodada do Campeonato Paulista (1:33)

Em entrevista coletiva após a vitória sobre o Mirassol, no sábado (17), pelo Paulistão, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, pediu calma nas análises sobre as novas joias lançadas na equipe profissional do Verdão.

De acordo com o português, a imprensa e os torcedores "se empolgam muito rápido" com as Crias da Academia, o que muitas vezes pode ser prejudicial para o desenvolvimento dos atletas.

Abel lembrou, inclusive, o exemplo de Jhon Jhon, que subiu para o elenco adulto do Alviverde com enorme expectativa, mas não conseguiu se firmar e acabou negociado com o Red Bull Bragantino.

No time do interior paulista, o meio-campista viu seu futebol florescer, virando um dos destaques do futebol nacional, o que fez o treinador comparar as situações vividas nos dois clubes.

De acordo com o luso, Palmeiras e Bragantino têm pensamentos semelhantes e apostam muito em jovens, mas com o Verdão tendo obrigação maior de ganhar títulos, enquanto o clube da Red Bull tem um projeto de menor pressão.

"[Como evitar a empolgação com os jovens da base] Pergunta muito difícil de responder, mas, na minha cabeça, as coisas são muito claras. Aqui se empolgam muito rápido. É 8 ou 80, nunca 40. Ou é muito bom ou muito fraco", apontou o comandante.

"Agora tem Marlon, Luis (Pacheco) e Larson, mas é gelo. Gelo. Agora só ouvem aplausos, mas não esqueço o que aconteceu com Jhon John... Não temos tempo e nem paciência. Não porque o treinador não tem, mas às vezes faz um jogo ruim e ajudamos, aí faz outro jogo mal e vem uma crítica, outra crítica. Ou vocês não lembram como ele saiu chorando no Paulistão passado? Portanto, calma". pediu.

"São jogadores com muito potencial e isso tem que ser mostrado de forma consistente. Temos objetivos muito definidos e aqui me pedem títulos. É isso que vamos procurar", seguiu.

"Você acha mesmo que os jogadores fazem de propósito para errar? Ou é o treinador que diz: 'Erra essa bola!'. '(Vitor) Roque, não faça esse gol, não faça!'. Olha, o que me preocupa é quando a equipe não cria. O tático é do treinador, as decisões técnicas são do jogador. Ele será sempre o maior protagonista", explicou.

"Nos três jogos, tivemos boa consistência defensiva, não sofremos gol. Vamos olhar para todos os momentos do jogo. A finalização é importantíssima, sabemos que precisamos de gols para ganhar os jogos. Fazemos um bocadinho do que faz o Red Bull Bragantino, mas com a exigência de lutar por títulos", comparou.

"É ter jovens, uma equipe com presente e futuro também e que luta pelos mais altos objetivos aqui no Brasil. Cada competição que o Palmeiras entra é obrigado a entrar para ganhar", complementou.

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