Argel Fucks, técnico da Chapecoense, é o convidado da semana do Resenha ESPN, que vai ao ar nesta sexta-feira (24), às 22h (de Brasília), com transmissão pela ESPN no Star+. Durante o programa, o ex-zagueiro lembrou dos tempos em que atuava e, em especial, de um duelo que ficou marcado em sua memória quando defendia o Palmeiras.
Fucks foi titular no histórico confronto contra o Corinthians, que decidiu uma vaga na final da CONMEBOL Libertadores de 2000, vencida pelo Boca Juniors, e contou os bastidores da famosa bronca de Felipão no time alviverde.
Na época, Scolari ficou revoltado porque o Alviverde deixou o resultado na primeira partida escapar aos 45 minutos do 2º tempo, depois de estar perdendo por 3 a 1 e ainda buscar o empate. No fim, o Corinthians venceu o rival por 4 a 3, gol marcado pelo volante Vampeta.
Só que na volta, o Palmeiras fez 3 a 2, eliminou o Corinthians nos pênaltis em uma partida eletrizante no Morumbi, com direito à famosa defesa de Marcos em chute de Marcelinho Carioca, e avançou à decisão.
"Trabalhar com o Felipão foi uma coisa fantástica. Eu vim pro Palmeiras para ganhar a Libertadores. O time do Corinthians tecnicamente era melhor que o do Palmeiras, tinha Edilson, Rincón [na verdade, o colombiano já tinha saído do Corinthians no início daquele ano], Marcelinho, Vampeta, Dida... mas eles não tinham o Felipão, porque o Felipão que criava o clima'', falou Argel.
''Antes da Libertadores ele falava: 'A gente tem que ter raiva do Corinthians', aí o Felipão chegou depois no CT, tirou todos os seguranças, deixou a imprensa chegar, sentou todos os jogadores e começou: 'Por que vocês não dão um tapa na cabeça do Marcelinho? Um soco no Rincón? O que está acontecendo? Vocês têm que ter raiva do Corinthians'", continuou o hoje treinador.
"Aí a gente até falava :'Se ganharmos esse jogo, é como se fosse campeão. Nós chegamos no Morumbi e cada vez que a gente pegava na bola, os corintianos apitavam pra causar terror'. Aí a gente conseguiu aquela virada, foi uma coisa histórica'', completou.
Argel acabou deixando o Palmeiras em 2001, sem o título da Libertadores. Na carreira como zagueiro, ele também atuou por Internacional, Santos, Porto, Benfica e Cruzeiro, entre os principais clubes. Pendurou as chuteiras no futebol chinês, em 2007, para se tornar treinador no ano seguinte.
