Lucas Lima tem vínculo se encerrando com o Palmeiras no final de dezembro e não terá o contrato renovado
Contratado há cinco anos pelo Palmeiras, Lucas Lima não faz mais parte dos planos do clube paulista. O vínculo do meia, que atuou em 165 jogos e marcou 12 gols, se encerra no dia 31 de dezembro e não será renovado.
E a saída do jogador levantou uma questão: o quanto o Alviverde deveria à Crefisa, principal patrocinadora do clube e quem custeou a chegada e os salários do jogador, que havia se destacado anteriormente com as camisas de Sport e Santos. E o ESPN.com.br traz a resposta.
Após não ter o empréstimo renovado com o Fortaleza e sem extensão do contrato com o Palmeiras, Lucas Lima ficará livre no mercado para negociar com uma nova equipe a partir de 2023.
O que sabemos sobre o negócio entre Lucas Lima, Palmeiras e Crefisa
Lucas Lima chegou ao Palmeiras no final de 2017. Na época, entre salários, luvas e comissões, o valor total da negociação custou ao Alviverde cerca de R$ 60 milhões, e foi custeado pela Crefisa, principal patrocinadora. Mas, conforme acordado em contrato, o clube paulista teria de devolver o valor integral à empresa ao final do contrato do atleta.
Sem conseguir negociar a venda de Lucas Lima, que acabou emprestado ao Fortaleza em agosto de 2021 até o final deste ano, o Palmeiras precisaria pagar R$ 60 milhões à Crefisa a partir do início de 2023 com a possibilidade de parcelar o valor em 24 vezes, até o final de 2025.
No entanto, a ESPN apurou que o Palmeiras aproveitou o bom momento financeiro para ir abatendo as dívidas com a patrocinadora nos últimos anos. Com isso, o valor atual do débito do Alviverde pela aquisição específica de Lucas Lima é de 'apenas' R$ 4 milhões, número que deverá ser quitado em breve pelo clube.
Além disso, ainda de acordo com apuração da reportagem, a dívida total do Palmeiras com a Crefisa é atualmente de R$ 55 milhões. Em julho deste ano, a ESPN antecipou que o 'cenário ideal' planejado pelo clube era de encerrar o ano com a dívida na casa dos R$ 70 milhões.
O valor ainda é referente às aquisições de nomes como o atacante Dudu, contratado ainda em 2015, do zagueiro Luan, que renovou com o clube paulista até o final de 2024, pelo atacante Carlos Eduardo, cujo contrato termina no final deste ano, e, por fim, pelo centroavante Miguel Borja, atualmente no River Plate que foi vendido pelo Palmeiras no início deste ano ao Junior Barranquilla, da Colômbia.
É válido ressaltar que desde a metade do ano o Palmeiras iniciou o pagamento à Crefisa pela aquisição de Deyverson. A ESPN antecipou ainda em julho deste ano que o centroavante geraria um custo de R$ 18 milhões.
O valor de R$ 18 milhões sofreu uma correção pelo chamado CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é nada mais do que a média cobrada pelos bancos para os empréstimos feitos entre instituições. A reportagem pôde saber que o pagamento se iniciou em julho.
Na oportunidade, a Crefisa desembolsou quase R$ 12 milhões. O número, também corrigido pelo CDI, passou a ser pago em janeiro de 2021. Além de Deyverson, o Palmeiras tem pagado nos últimos meses um valor referente à compra de Alejandro Guerra, realizada também em 2017.
