Presidente do clube atualizou sobre a situação do Palmeiras em relação ao pagamento de sua dívida com a Crefisa
Presidente do Palmeiras desde dezembro de 2021, Leila Pereira conseguiu em pouco tempo levar o time palestrino a mais títulos, o mais recente deles o do Brasileirão deste ano. Porém, empilhar taças não é a única preocupação da mandatária ao longo de sua gestão, uma vez que o equacionamento da dívida e honrar os compromissos com jogadores e colaboradores também são prioridades.
Em entrevista coletiva na última segunda-feira (14), a presidente do Palmeiras atualizou a situação em relação ao pagamento da dívida com a Crefisa, principal patrocinadora do clube desde 2015, e também foi sincera sobre quando, provavelmente, o Alviverde terá um panorama financeiro mais "confortável". E segundo Leila, que também é dona da Crefisa, o prazo é de pelo menos dois anos.
"Com relação à dívida com a Crefisa, realmente ela tem diminuído porque o Palmeiras tem pago, alguns atletas que saíram o Palmeiras tem dois anos para pagar e também os títulos que são conquistados, o prêmio que a Crefisa pagaria ao Palmeiras, esse prêmio serve para abater essa dívida. Isso foi tratado na gestão do Galiotte, para que o Palmeiras consiga diminuir essa dívida. O Palmeiras vai pagando conforme as possibilidades e temos compromissos assumidos por gestões anteriores, que eu preciso honrar", começou por dizer.
"Dentro também das nossas possibilidades, a gestão do Galiotte para cá, temos feito acordos, tentando pagar em dia todas essas pendências anteriores, mas a nossa prioridade é sempre pagar em dia os salários dos nossos atletas e dos nossos colaboradores", prosseguiu.
Apesar de o Alviverde ser um dos times com maior investimento no futebol brasileiro nos últimos anos, Leila também fez questão de frisar que, apesar disso, a realidade do clube não é diferente que à das demais equipes do Brasil.
E a mandatária citou em quais pontos o Palmeiras trabalha para se manter "nos trilhos" e não cometer loucuras que possam, eventualmente, comprometer a sua saúde financeira. E isso inclui até mesmo possíveis contratações.
"O Palmeiras não é diferente de uma grande parte dos clubes, todos os clubes do Brasil têm dificuldade de caixa, o Palmeiras não é diferente. Por isso que sempre agimos com os pés no chão, não adianta sair contratando desvairadamente, e deixar o clube em uma dificuldade incrível financeira. Esse não é o caminho. Se o Palmeiras, hoje, é um exemplo de administração é por causa disso também. Não somos irresponsáveis, honramos os nossos compromissos", disse.
"Mas eu acho que estaremos com uma situação mais confortável daqui a uns dois anos, e até lá vamos trabalhando. Uma coisa extremamente importante: aumentar a receita com o nosso departamento de marketing. Eu acredito que o marketing, o grande objetivo é trazer receita nova para o clube", explicou Leila.
"Uma das grandes fontes de receita também é a venda de atletas, dentro do planejamento nós pensamos, também, nesse ponto, que todo clube precisa de receita nova, e uma das receitas novas é a venda de atletas, sem mexer na nossa espinha dorsal. A gente vai trabalhando em vários pontos para conseguir aumentar as nossas receitas para honrarmos em dia os nossos compromissos", concluiu.
Na temporada 2022, além do Brasileirão, o Palmeiras também levantou as taças da Recopa Sul-Americana e do Campeonato Paulista, títulos até então inéditos no currículo do técnico Abel Ferreira, que comanda o elenco palestrino desde outubro de 2020.
Em 2023, o Alviverde disputará Supercopa do Brasil, Paulistão, Campeonato Brasileiro, Conmebol Libertadores e Copa do Brasil, competições que vão seguir ajudando o time a equacionar a sua dívida, além de manter a sua saúde financeira em dia.
